Com dois votos pela prisão, juiz pede vista e caso Rafael Braga é adiado

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Atualizado em 1/08/2017

Rafael Braga segue preso

Reprodução Rafael Braga segue preso

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Mesmo com protestos e campanhas por parte de movimentos negros, de direitos humanos e sociais, Rafael Braga, preso em 2013 com produtos de limpeza na mochila, deve permanecer preso. Isso porque o julgamento de seu habeas corpus, realizado nesta terça-feira (1º) na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), foi adiado com dois votos pela manutenção de sua detenção.

As informações são do site Justificando. Dois desembargadores, sendo um deles a relatora Katya Monnerat, votaram contra o habeas corpus. Na hora de seu voto, Luiz Zveiter pediu vista, adiando a conclusão. São remotas, porém, as chances de Braga reverter o caso.

Rafael foi preso em abril deste ano por suposto envolvimento com tráfico de drogas na posse de 0,6g de maconha, 9,3g de cocaína e um rojão, sendo condenado a 11 anos e três meses de prisão em sentença judicial, unicamente com base na palavra dos policiais. A defesa diz que os PMs forjaram o flagrante.

Ele estava em regime semiaberto quando detido. Isso porque, em 2013, durante os protestos de junho daquele ano, Rafael, negro, morador de rua e catador de latinhas, foi abordado por policiais com frascos de produto de limpeza na mochila, ao que os oficiais registraram como artefatos para produção de bomba caseira.

Rafael nega veementemente que estivesse participando do ato na avenida Presidente Vargas naquela noite. Das centenas de pessoas presas durante os quase 700 protestos realizados naquela época, o único ainda preso é Rafael.

11 mulheres negras que já foram vítimas de racismo

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Taís Araújo, Sheron Menezes, Rihanna, Ludmilla e outras outras artistas negras vítimas de ataques raciais

Taís Araújo, Sheron Menezes, Rihanna, Ludmilla e outras outras artistas negras vítimas de ataques raciais.

Créditos: Reprodução / Instagram

Preta Gil

Preta Gil mostrou em seu Facebook diversos ataques racistas que sofreu numa postagem publicada nesta segunda-feira (25). A cantora foi chamada de macaca, além de sofrer com vários xingamentos machistas.

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Taís Araújo

Em outubro de 2015, seguidores entraram no Facebook da atriz e a atacaram com dizeres como "cabelo de esfregão" e "gorila de zoológico". Após os ataques, a hashtag #SomosTodosTaisAraujo bombou nos TTs mundiais.

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Maria Júlia Coutinho

Na página do Jornal Nacional no Facebook, internautas ofenderam a raça da apresentadora e um deles se referiu à Maju como escrava: "Onde compro essa escrava? Na época, o caso gerou revolta nas redes sociais e William Bonner e Renata Vasconcellos saíram em defesa da jornalista.

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Sheron Menezes

Nas redes sociais, a atriz foi atacada com comentários como "negona" e "escrava" e disse que tomaria providências contra os agressores.

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Ludmilla

No Instagram, a cantora foi xingada de "macaca lixo" e respondeu que o seguidor deveria ser preso.

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Cris Vianna

A atriz postou uma foto no Facebook e recebeu comentários do tipo "preta cabelo de bombril" e "ratazana africana".

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Rihanna

Em 2011, uma editora de uma revista holandesa se referiu à Rihanna como "vadia negra" e pediu demissão após a repercussão do caso.

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Amandla Stenberg

Pelo Twitter, a atriz que interpretou Rue em ‘Jogos Vorazes’ teve que ouvir que "estragou o filme por ser preta".

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Oprah Winfrey

A apresentadora contou em uma entrevista que foi impedida de comprar uma bolsa de grife em uma loja de Zurique, na Suiça, porque a vendedora não a reconheceu e disse que ela não teria dinheiro para pagar pelo produto.

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Halle Berry

A atriz revelou ao jornal Daily Mail que já foi chamada de "nigger" (termo pejorativo usado para pessoas negras) em Hollywood.

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Mariah Carey

Durante a divulgação do filme 'O Mordomo da Casa Branca', no qual a cantora interpretou uma personagem que sofria preconceito, Mariah revelou que na infância tomou uma cuspida no rosto apenas pelo fato de ser negra.

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