Kanye West, detentor de 21 troféus do Grammy Awards e indicado 69 vezes à premiação, publicou nesta quarta-feira (16), no Twitter, um vídeo urinando em uma de suas estatuetas. No post, ainda alertou: “acreditem, eu não vou parar”.

Desde a última segunda-feira (14), o rapper vem publicando uma série de tweets criticando a indústria musical, incluindo sua gravadora, a Universal Music. Em uma das postagens, Kanye chegou a afirmar que “a indústria musical e a NBA são navios negreiros modernos”, que escravizam artistas por meio de contratos. Ele chegou a se referir como “Moisés” e disse que quer libertar outros artistas desses acordos.

Hoje (16), Kanye compartilhou diversas fotos de seu contrato com a Universal Music. Segundo o marido de Kim Kardashian, ao fechar com uma gravadora, os artistas perdem o controle de suas obras. Portanto, ele quer criar um novo sistema mais transparente e justo.

“Eu sou o único que pode falar sobre o assunto porque eu fiz bilhares [de dólares] fora da música. Nenhum músico faz bilhões no meio musical. Eu vou mudar isso”, escreveu, completando que “muitos músicos não têm permissão para falar nada”, mas como ele “não pode ser cancelado”, aproveitará seu espaço para expor a indústria.

Entre as dezenas de tweets, Kanye reivindica o direito de ser dono de suas próprias músicas: “meus filhos serão donos das minhas obras… Não os seus filhos… Meus filhos”.

Ele defende que os artistas sejam os proprietários de seus direitos autorais e possam ter controle sobre seu futuro. O rapper pede pelo fim de contratos complicados, “obscuros” e que durem “a vida inteira”.

“Quando você assina um contrato com uma gravadora, você vende seus direitos. Sem os direitos de máster, você não pode fazer nada com suas próprias músicas. Outra pessoal controla onde será tocada e quando será tocada. Artistas não têm nada, exceto fama, shows e mercadoria”.

“Um contrato padrão da gravadora é uma armadilha para que você nunca o recupere, e há todos esses custos escondidos, como ‘taxas de distribuição’, que muitas gravadoras colocam em seus contratos para fazerem ainda mais dinheiro com nosso trabalho”, protestou.

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