O Facebook se desculpou publicamente na última quarta-feira (1) perante a comunidade lésbica, gay, bissexual e transexual (LGBT) pela política de identidade que aplica na rede social e que obriga os usuários a identificar-se por seus nomes reais, o que tinha provocado várias queixas desse grupo.

A polêmica que levou o Facebook a desculpar-se em público se iniciou há duas semanas, quando várias drag queens, muitas delas da área de San Francisco, na Califórnia, denunciaram à imprensa que essa rede social havia bloqueado seus perfis por não utilizar seus nomes reais.

As drag queens conseguiram rapidamente o apoio da comunidade LGBT dos EUA, assim como de políticos locais, e forçaram uma reunião com responsáveis do Facebook, que finalmente aconteceu no último dia 17 de setembro na sede da companhia em Menlo Park.

Até o momento, no entanto, o Facebook não tinha se pronunciado publicamente sobre o assunto e só se conhecia o “compromisso” da empresa de revisar sua política de identidade pelas versões oferecidas pelos membros da comunidade LGBT.

“Quero desculpar-me perante a comunidade de drag queens, drag kings, pessoas transgênero e outros membros da comunidade LGBT pelo aperto no qual lhes pusemos ao ter de lidar com seus perfis de Facebook durante as últimas semanas”, escreveu em sua página da rede social o responsável de produtos da empresa, Chris Cox.

“Compreendemos o doloroso que isto foi para vocês. Devemos a vocês um melhor serviço e uma melhor experiência usando o Facebook, e vamos melhorar nossa política de identidade, de modo que todas as pessoas afetadas possam voltar a utilizar o Facebook como vinham fazendo”, ressaltou Cox.

Vários usuários do Facebook nos Estados Unidos denunciaram em meados de setembro que seus perfis tinham sido bloqueados sob a indicação que não voltariam a estar operacionais até que estes mudassem o pseudônimo que utilizavam por seu nome real, “aquele que aparece na carteira de motorista ou no cartão de crédito”.

A política de identidade do Facebook sempre tentou que todos seus usuários se identificassem na rede por seus nomes reais e assim fazer da rede social um lugar mais transparente no qual ninguém pudesse refugiar-se no anonimato.

No entanto, esta política choca frontalmente com os desejos de multidão de usuários de não entregar seus dados ao gigante das redes sociais, assim como com os interesses da comunidade transgênero, que utiliza habitualmente um nome que não corresponde com o oficial.

Sem mais artigos