Uma das coisas que mais chama atenção na prática de xerocar livros, é que, para o estudantes, isso não é considerado uma prática ílicita. Carli diz que os alunos "não fazem isso com a intenção de lesar, mas é um crime, acaba sendo um tiro no pé".

O sistema é simples, e já está disponível na Faculdade Sumaré e na FEA/USP, em São Paulo, na FEA/USP de Ribeirão Preto e na Faculade de Direito de Vitória. Nos campus de São Paulo, o sistema tem sido bem aceito pelos alunos, e além de estar dentro da lei, há um diferencial: as cópias são impressas com o nome e CPF do aluno, ou seja, é algo personalizado.

Carli diz que outros alunos até podem tirar cópia da cópia legal, mas o fato do documento ter uma identificação, inibe. Para ele, poucos alunos vão deixar documentos com seu nome serem copiados. O projeto foi bem visto por órgãos editoriais internacionais, que disseram que o Brasil está um passo a frente neste caso. E era preciso, pois os números são altos: segundo a ABDR, além do prejuízo de 400 milhões de reais, a cada 4 páginas lida por um universitário, 3 são cópias ilegais.

Não há um prazo definido para quando o projeto vai chegar a outras faculdades, mas Carli acredita que não levará muito tempo. Para ele, agora que o caminho já foi encontrado, será fácil. "Nem o Bill Gates tem um problema tão sério pra resolver".

Cópia de livros: veja o que diz a lei

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