Cada país-membro tem direito a um voto, e somente são aceitas resoluções que tiverem um total mínimo de nove votos, sendo obrigatórios os dos cinco membros permanentes. Todos os membros permanentes têm direito a veto, portanto, se um deles votar contra uma resolução, ela não passa. Porém, ela é aprovada caso um destes cinco integrantes se abstenha de votar.

Por isso, a entrada dos EUA no Iraque, sem a autorização dos países com direito a veto, colocou a missão do Conselho em cheque. "Será que a ONU vai seguir o propósito de sua criação… ou será irrelevante?", desafiou o presidente americano num discurso na Assembléia Geral, em setembro de 2002. Ou seja, ele tem ou não autoridade para promover a paz no mundo?

Dúvidas a parte, o Brasil continua tentando uma cadeira permanente e brigando para que o número, que hoje é de 5, aumente, com base na tese de que os países que são líderes regionais devem ter assento permanente no Conselho e os mesmos poderes que os cinco países. Assim, além do Brasil, Índia e Alemanha, e possivelmente Nigéria e África do Sul, teriam uma vaga permanente no Conselho.

Pelo visto, a cadeira tão sonhada pelo governo brasileiro vai sair mais caro que o previsto. É esperar e ver se o Brasil consegue entrar no time dos salvadores do mundo.

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