Sexualizadas, despidas, estereotipadas, reduzidas, submetidas e, por fim, objetificadas. Esse é um resumo breve da imagem feminina perpetuada pela publicidade de uma maneira geral, ao longo de muitas gerações. A discussão não é nenhuma novidade, aliás. Quem não se recorda de ao menos um comercial de bebida alcoólica com mulheres provocantes e sensuais, cuja única função é atender um homem na mesa de um bar? A personagem Verão, da Itaipava, está aí para provar que pouca coisa mudou no século 21, infelizmente.

Pois é, mas a objetificação vai muito além da ideia desse padrão da propaganda de cerveja que nunca se reinventa, apenas troca de roteiro e modelos. A campanha #WomenNotObjects propõe o início de uma reflexão com apenas um clique, no Google mesmo. Ao buscar “objetificação da mulher”, é possível fazer uma lista com várias campanhas em que mulheres foram submetidas a situações absurdas, como esse anúncio do Burger King que traz uma conotação claramente sexual e pejorativa, associando o ato de degustar um lanche ao sexo oral:

“Eu adoro fazer sexo oral em sanduíches”

No vídeo oficial da campanha, mulheres ironizam os anúncios aleatórios e provam que as coisas não andam nada bem no mundo da publicidade. A ideia, no fim das contas, é promover essa conscientização geral, para que a propaganda sexista e objetificadora seja questionada e criticada, cada vez mais. Quem está por trás da iniciativa é Madonna Badger, sócia-diretora da agência Badger & Winters. Ela passou defender campanhas contra a discriminação sexual depois que suas duas filhas morreram em um acidente, há quatro anos.

Não que isso seja necessário para a mudança de comportamento dos criativos e responsáveis pelas campanhas absurdas às quais precisamos assistir, mas o vídeo termina com um lembrete claro e direto: “Eu sou a sua mãe, a sua irmã, a sua filha, colega de trabalho, chefe, CEO. Não fale comigo dessa maneira”.

Assista ao vídeo completo abaixo:

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