@CatioroReflexivo

(Reprodução / Facebook) @CatioroReflexivo

Quem sempre faz voz de bebê para conversar com bichinho de estimação? Quem nunca desenvolveu uma linguagem própria para falar escondido com o pet em casa? Se você garante que é do tipo que não bate papo com animais, cuidado, a página do Facebook ‘Catioro Reflexivo’ pode te deixar viciado em uma linguínea lindínea!

A fanpage fofínea já reúne, até agora, mais de 917 mil amantes de cachorros, gatos, periquitos e papagaios, e, de acordo com os seguidores, é impossível parar de falar o idioma dos catioros.

A mania também contagiou o Virgula, então decidimos entrevistar Carlos Alencar, o criador disso tudo, para tentar entender por que a @CatioroReflexivo caiu na boquínea do povo! Também pedimos para ele listar os 20 posts que mais bombaram na página. Confira!

Catioro ou sorvete de flocos? Catioro ou bolinho?

Catioro ou sorvete de flocos? Catioro ou bolinho?

Virgula – Como surgiu a ideia de fazer a página?

@CatioroReflexivo – Eu sempre gostei de criar conteúdos para a internet. Quando vim para o Facebook em 2011, vi que as coisas mais legais eram criadas por fanpages. Já tive várias páginas (no mínimo umas 15 diferentes), mas nunca uma sobre animais. Em maio de 2015, criei a “Dog Reflexivo” e a página chegou a 30 mil likes com esse nome. Nela, eu só postava os animais dos fãs, mas não fazia nada de muito diferente. No início desse ano, começou a bombar na internet o meme “catioro ou sorvete de flocos?”, “catioro ou bolinho?” e eu percebi que as pessoas amavam chamar cachorro de ‘catioro’, e que davam risada só de ler esse nome. Isso foi um clique para eu modificar a página e trabalhar nisso. Vi uma menina chamando gato de ‘gatíneo’ em um grupo e achei sensacional, aí passei a usar a “linguagem fofínea”, e a fanpage saltou de 30 mil para 900 mil curtidas em menos de 3 meses!

Virgula – Foi você quem começou a falar catioro e catioríneo?

@CatioroReflexivo – Não. A primeira vez que ouvi a palavra “catioro” foi num funk (“Manda Pras Cadelas”, do MC Will), mas mudei o nome da página para “catioro” por causa das imagens que comparavam cachorrinhos com comidas.

Virgula – De onde surgiu a foto (maravilhosa) do perfil, do catioro dentro do ônibus?

@CatioroReflexivo – Essa imagem do cachorro triste no ônibus pensando na vida rodou as redes sociais. Vi esse catioro pela primeira em 2014, mas não me recordo em qual contexto. A usei como foto de perfil e de capa da página, nunca modifiquei e nunca modificarei.

Virgula – Os fãs da página te mandam cerca de quantas sugestões por dia? 

@CatioroReflexivo – Em dias calmos, são 500 novas mensagens inbox. Aliás, criei um grupo da página para poder desafogar o inbox e conseguir ver o máximo de sugestões que chegam. Em média, são 3 mil novas postagens por dia no grupo, e, sim, dá pra ver tudo!

Poodle no "passinho do romano"

(Reprodução / Facebook) Poodle no “passinho do romano”

Virgula – Qual o critério para publicação?

@CatioroReflexivo – Não tem muito critério, não. Geralmente gostamos de animais fazendo alguma coisa curiosa ou diferente, tipo o catioro mandando o “passinho do romano” (acima). Publicamos na página todos os tipos de cães, independente da raça, além de gatíneos, corujas, passaríneos e outros bichíneos.

Virgula – Você gerencia outras duas páginas (“Sempre Cantei Errado” e “Página Barroca, Inovadora, Vanguardista”). Quantas horas você passa conectado à internet?

@CatioroReflexivo – De maneira fixa, passo 8 horas, em média, trabalhando nas páginas e no blog (www.semprecanteierrado.blogspot.com.br). Quando não estou trabalhando, fico no celular analisando números, o rendimento das postagens, lendo mensagens novas, entre outras coisas. A brincadeira virou trabalho, e um trabalho bem gratificante, não apenas financeiramente. Recentemente, conseguimos juntar dinheiro no grupo pra realizar a cirurgia do catioro de uma seguidora e foi muito bonito. Usar todo o alcance da página para fazer o bem é sensacional.

Carlos Alencar, criador da @CatioroReflexivo

(Reprodução) Carlos Alencar, criador da @CatioroReflexivo

Virgula – Verdade que você perdeu um catioro durante uma mudança de casa?

@CatioroReflexivo – Quase! O coitado estava super assustado com a mudança. Em um descuido, ele fugiu em disparada! Eu e minha irmã percebemos rapidamente e fomos atrás dele, mas ele já estava tão longe que tivemos que pegar o carro. Quando o encontramos, ele quase saiu correndo de novo, mas conseguimos capturá-lo. Ele está na família há 5 anos. Me mudei do Rio de Janeiro para Leopoldina, em MG, e ele ficou no Rio com a minha irmã.

Virgula – Você trata os bichos da mesma forma como escreve na página?

Já tratei os meus, e trato assim os bichos dos outros. Adoro catioros e gatíneos e uso o linguajar com eles. Não foram apenas os fãs da páginas que viciaram nessa forma de falar, eu também tô nessa e não consigo parar. hahahaha!

Virgula – Conte para a gente qual é a foto campeã de fofura.

@CatioroReflexivo – Essa gatínea, com certeza.

Gatínea com patíneas rosíneas <3

(Reprodução / Facebook) Gatínea com patíneas rosíneas

Virgula – Você sente culpazínea por ter influenciado uma geração de cationeiros a falarem catioro e gatíneo?

@CatioroReflexivo – Hahahaha! DIRETAMENTE culpado, confesso. Eu, Vic Tavares, Lethicia Roldão, Bruno Bottega e Marcelo Sandy, que são meus colaboradores na página e no grupo, disseminamos de maneira pesada essa forma de falar e pegou muito rápido. A página tem uma média de 15 mil likes novos diariamente, e já bateu um recorde de 60 mil likes em um único dia. É impressionante!

Virgula – Como faz para parar de falar dessa forma? Socorro!

@CatioroReflexivo – Se você descobrir, me conta, porque eu também não consigo parar de falar e nem parar de pensar assim. É fofíneo demais! <3

 

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