O Tribunal Meshanski de Moscou, na Rússia, condenou nesta terça-feira (03) a seis anos de prisão o dançarino Pável Dmitrichenko por encomendar um ataque contra o diretor do Balé do teatro Bolshoi, Sergei Filin, que ficou quase cego por causa da agressão com ácido.

Os cúmplices de Dmitrichenko, Yuri Zarutski, executor do ataque e Andrei Lipatov, o motorista que o levou ao local do crime, foram condenados a dez e quatro anos de reclusão, respectivamente.

Segundo a decisão judicial, os três condenados cumprirão suas penas em prisões de alta segurança e terão que pagar 3,5 milhões de rublos (R$ 248 mil) a Filin pelos danos morais e materiais que sofreu, como exigiu a vítima.

A juíza Elena Máxima indicou que o tribunal considerou comprovado que Dmitrichenko, Zarutski e Lipatov conspiraram para atacar Filin em janeiro.

Segundo a acusação, Dmitrichenko teria encomendado a Zarutski o ataque contra o diretor por considerar que relegava sua mulher, a também dançarina do Bolshoi Angelina Vorontsova, a segundo plano.

Supostamente, o dançarino também estava incomodado com Filin tanto pela distribuição de papéis como pela distribuição dos honorários entre os artistas.

Após sofrer queimaduras de terceiro grau no rosto e nos olhos, os médicos conseguiram que a vítima recuperasse 80% da visão do olho esquerdo e parte da visão do direito, com o qual já pode distinguir objetos e símbolos grandes.

Durante o julgamento, Filin foi objeto de duras críticas por parte de dois dançarinos citados como testemunhas, que asseguraram que o diretor tornava a vida de Pável Dmitrichenko “impossível”.

No processo, Dmitrichenko disse que assumia a responsabilidade moral pelo ataque, mas negou ter pagado a alguém para que atacasse Filin.

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