(Da redação) – O banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity, foi condenado terça-feira (2) a dez anos de prisão em regime fechado por corrupção ativa. A sentença foi decidida pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

O crime de Dantas se refere a uma tentativa de suborno de US$ 1 milhão a um delegado durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, para que o nome dele fosse retirado do caso. Nélio Machado, advogado do banqueiro, afirmou em nota que o processo é "nulo" e que o juiz é "suspeito". Ele já entrou com um recurso pedindo a anulação do julgamento.

O assessor de Dantas, ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz, e o professor universitário Hugo Chicaroni foram condenados a sete anos e um mês cada um, em regime semi-aberto, por terem participado da negociação da propina. Os advogados de Braz irá recorrer. Chicaroni teve seu apartamento revistado pela PF, que achou R$ 1.180.650. Em interrogatório, confessou sua participação e delineou a dos demais.

Os três foram condenados ainda a pagar multas que serão revertidas a entidades beneficentes a serem designadas pelo juízo de execução. A multa é por danos causados à sociedade. Dantas terá de pagar R$ 12 milhões, Chicaroni, R$ 494 mil, e Humberto Braz, R$ 1,5 milhão.

O procurador responsável pelo caso, Rodrigo de Grandis, pretende entrar com recurso para aumentar as penas. "Dantas foi o mandante do crime e entendo que ele poderia ter sido condenado à pena máxima. Os acusados demonstraram desprezo às instituições públicas ao oferecer propina a um delegado de Polícia Federal", afirmou em nota.

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