(Da redação) – A desigualdade entre os rendimentos de trabalhadores ricos e pobres brasileiros caiu quase 7% no período entre o quarto trimestre de 2002 e o primeiro de 2008. As informações são do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O estudo foi feito a partir de dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE.

O índice de Gini na renda do trabalho – intervalo entre a média dos 10% mais pobres da população e a média dos 10% mais ricos – caiu de 0,543 para 0,505. A variação é de 0 a 1, sendo que quanto mais perto de 1, maior desigualdade. "Para um país não ser primitivo, esse índice precisa estar abaixo de 0,45", explicou o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, em entrevista à BBC Brasil.

Os números divulgados pelo Ipea mostram que a diferença diminuiu porque os ganhos de renda dos mais pobres foram quase cinco vezes maior que a recuperação da dos mais ricos. Nesse período, os as três rendas mais baixas (com médias de R$ 206, R$ 378 e R$ 422) tiveram aumentos de rendimentos de 21,96%, 29,91% e 15,79%. Já as três rendas mais altas (com médias de renda de R$ 1.159, R$ 1.797 e R$ 4.853) acumularam ganhos de 2,3%, 2,1% e 2,6%.

O estudo diz que com a redução do desemprego e o aumento do PIB "seria razoável esperar um crescimento na demanda por mão-de-obra principalmente de menor valor e, por isso mesmo, uma elevação dos salários de base em relação aos extratos de mais elevada renda".

Segundo Pochmann, para manter a diminuição das diferenças de rendimentos, é necessário mudar o "padrão tributário" do país. Hoje, com a enorme quantidade de impostos, a população de menor renda deveria pagar menos tributos do que os ricos. O presidente do Ipea considera a alta dos juros e a inflação as maiores ameaças à tendência de diminuição das diferenças de renda apontada no estudo.

Novo discador V2. Navegue
pela Internet e ganhe grana!

Baixa Hits. A mais completa
loja de Música digital da Internet está há um clique daqui!

Sem mais artigos