(Da redação) – Os candidatos do Rio que não pertecem às comunidades pobres estão tendo que pagar para poder entrar nas favelas da cidade.

Segundo denúncias investigadas pela Polícia Federal, os candidatos de fora das favelas chegam a desenbolsar R$ 100 mil para fazer campanha nas comunidades.

Em entrevista ao Jornal do Brasil, Rossino Castro Diniz, presidente da Federação das Favelas do Estado do Rio (Faferj), diz que há várias formas de negociação entre uma comunidade e um candidato, desde o pagamento de obras ou cestas básicas, até dinheiro.

O esforço dos candidatos para entrar nos morros tem justificativa: segundo o TRE, cerca de 500 mil eleitores residem nas áreas de risco do Rio.

Além do pagamento para poder entrar nas favelas, a PF investiga também o pagamento a líderes comunitários que cobram um determinado valor para ser cabo eleitoral (os valores chegam a R$ 2 mil mensais).

A PF já tem 29 denúncias repassadas pelo Tribunal Regional Eleitoral que envolvem cobranças por parte dos líderes das favelas. Roberto Wider, desembargador do TRE que analisa as denúncias, diz que os candidatos ligados aos morros e milícias não terão suas candidaturas cassadas. Serão investigados apenas o esquema de cobrança imposto contra os candidatos de fora.

Para tentar diminuir a ameaça a alguns candidatos, nesta semana a PF coloca uma nova leva de agentes para reforças a equipe de inteligência. No último final de semana, Fernando Gabeira (PV), Chico Alencar (PSOL) e Alessandro Molon (PT) sofreram ameaças na Vila Cruzeiro e Nova Holanda.

O governo do estado do Rio de Janeiro, em nota divulgada à imprensa, classificou de “graves” as intimidações a candidatos por traficantes. “Não é novidade para ninguém que, há mais de duas décadas, na cidade do Rio de Janeiro, há localidades dominadas por criminosos”, diz a nota.

O comunicado destaca que o governo estadual vem atuando “permanentemente no combate à criminalidade”, com o objetivo de “recuperar à sociedade áreas carentes que estejam sob o domínio de traficantes” e “para livrar comunidades do poder da bandidagem”. O texto diz ainda que os fatos ocorridos ontem mostram que o governo deve "prosseguir no combate sem tréguas à criminalidade e, assim, garantir o direito constitucional de ir e vir dos cidadãos".
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