(Por Sarah Corrêa) Que o trânsito em São Paulo é tenso, estressante e só faz crescer os índices de poluição todos já sabem. Somente este ano serão 32,458 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera paulista, segundo estudo encomendado pela prefeitura do município. Mas uma saída muito simples e barata para esse caos das grandes capitais é a locomoção usando bicicletas.

Esses automóveis, que não poluem e nem fazem barulho como as irritantes buzinas dos carros e caminhões, logo terão mais espaço nas largas avenidas e ruas da cidade, com a implantação de ciclovias, dentro do projeto do Cicloviário da Prefeitura de São Paulo.

Apesar da cidade já contar com quase 24 km em estrutura para a circulação das bicletas entre parques e ruas, e mais 20 km que já estão em obras na Radial Leste e Inajar de Souza, Laura
Ceneviva, coordenadora do Projeto Pró-Ciclista, reconhece que "a oferta é muito menor do que a necessidade que a população tem".

Por isso, a realidade para uma pessoa que quer ir ao trabalho, à escola ou qualquer outro destino usando o veículo ainda não é muito ampla. Contudo, Laura afirma que a prefeitura está trabalhando para construir esses espaços, que devem abranger, no total, 44,6 km de extensão, divididos entre as regiões do Butantã, Campo Limpo, Parelheiros, Ermelino Matarazzo, Perus e Marginal Pinheiros.

Além de promover a melhoria na qualidade do ar e, também, benefícios à saúde de quem pedala a "magrela", as ciclovias ajudarão no desafogamento do do trânsito.

"Se você considerar que, em movimento, um carro ocupa o espaço equivalente a 4 bicicletas, e considerando que há cerca de 1,2 pessoas por carro em SP, dá para imaginar a enorme diferença que cada pessoa que adere à bicicleta faz para diminuir a disputa pelo sistema viário (o solo…)", explica Laura.

Um outro ponto positivo para aderir às bicicletas nas viagens diárias é que se trata de um veículo barato e, assim, "acessível às classes de renda mais baixas", defende Laura. Por isso a escolha da prefeitura em implantar as vias em bairros periféricos da capital paulista.

Por todos os benefícios que uma bicicleta traz e poderá agregar ao dia-a-dia urbano, ela terá seu próprio estacinamento, os chamados "bicicletários". A coordenadora do Projeto Pró-Ciclista deixa claro que o usuário poderá ficar despreocupado com seu meio de transporte, pois a cidade também contará com pontos estratégicos para abrigar as bicicletas.

"Os estacionamentos de bicicletas são estratégicos para qualquer política de
fomento ao uso delas (…) quem a usa como meio de transporte urbano, usa-a
para ir a algum lugar fazer alguma coisa e necessita, portanto, estacionar
seu veículo com segurança e conforto", conclui Laura.

Continua: SP terá mutirão na carona para reduzir poluição

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