(Por Sarah Corrêa) – Você passou o ano todo estudando história, geografia, tentando resolver
teoremas complicados, OK. Mas, além disso, você acompanhou o jornal diário? Sim,
porque não basta um vestibulando dominar não só os conteúdos básicos de
uma bagagem escolar acumulada durante nove anos de sua vida. Ele também
deve estar antenado com os principais fatos que acontecem mundo afora.

"Um bom aluno lê jornal", afirma Reinaldo Scalzaretto, professor e
supervisor do Departamento de Geografia do cursinho Anglo. "Não que ler somente
jornal irá fazer com que o vestibulando realize uma boa prova, mas ler
diariamente e estar em contato com textos ajuda na melhor fluidez do
raciocínio e, assim, na resolução de uma prova", completa.

A prova do ENEM desse ano, por exemplo, focou bastante no meio ambiente, que foi tema da redação (problemas que o desmatamento na Amazônia pode trazer para a economia e o clima global) e apareceu em questões de outras matérias. Não é pra menos: assuntos como ecologia, aquecimento global, emissões de carbono, desmatamento, preservação, ações “verdes” etc dão as caras todos os dias nos jornais (além de outras áreas da mídia, como propaganda, blogs, propostas políticas, declarações de celebridades etc). É um dos assuntos do momento, seja por modismo, seja por verdadeira razão de consciência.

Atitude verde

Aqui no Atitude, temos trazido bastante conteúdo nessa área também. Falamos de DJ que anda de bicicleta, de ciclovias, de baladas ecológicas e mais. No fim da matéria, tem uma relação das pautas “verdes” do Atitude dos últimos meses.

Mas antes, falamos com alguns professores para ver se, a exemplo do ENEM, esse
assunto seria uma tendência real para os vestibulares?

"Pode sim ser abordado nas provas, já que se trata de um tema de ordem
social. Meio ambiente é uma abordagem tradicional no ENEM, todos os anos
cai isso. Mas o que chamou a atenção foi o fato da redação trazer esse
tema. É importante ficar de olho, já que ultimamente vimos a mídia
falar muito sobre a Reserva Raposa Serra do Sol, a construção das hidrelétricas
no Rio Madeira e a saída da ministra Marina Silva", ressalta Vera Lucia
Costa Antunes, professora de Geografia dos cursos pré-vestibular Objetivo.

Já o professor Scalzaretto não acredita em tendências certeiras. Para ele, cada vestibular "tem características muito específicas, que mudam todos os anos". "A Fuvest é um exemplo, pois passou por uma reformulação e agora se aproxima do Enem, mas não acredito que questões sobre o meio ambiente sejam predominantes", analisa.

Mapas, gráficos e tabelas

A professora Regina Mara da Fonseca, que ministra aulas no Departamento de
Geografia do Colégio Bandeirantes, em São Paulo, também prefere não
apostar em uma "segmentação neste vestibular".

Ela acredita que vale muito a pena o vestibulando prestar atenção em
alguns pontos específicos. "No caso de geografia, há algumas habilidades
que podem ser melhor trabalhadas para o estudante se sair bem na prova.
Tabelas, mapas e gráficos sempre acompanham as questões e saber
relacioná-los com os dados mostrados é fundamental".

Mas Regina lembra que, muito mais importante do que qualquer conhecimento
específico ou "decoreba", é a capacidade do aluno de interpretar a
questão. "Pois, muitas vezes, a resposta já está na prova. O próprio
gráfico ou tabela traz o conteúdo necessário para construir uma resposta
assertiva", finaliza.

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