Estudo aponta que negros são 20,10% dos jornalistas brasileiros e mulheres, 36,60%

O estudo Perfil Racial da Imprensa Brasileira, apresentado nesta quarta-feira (17/11) na programação da Semana da Consciência 2021 da Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, mostrou que, branca (como esperado) e masculina (nem tanto assim), a imprensa brasileira está longe de manter equidade com o perfil racial e de gênero da população do Brasil.

Se não havia dúvida da branquitude da imprensa brasileira, a certeza agora tem números: apenas 20,10% dos jornalistas das redações do País declaram-se pretos e pardos (negros), número quase dois terços menor do que a efetiva representação da população negra do Brasil, que é de 56,20%, segundo projeções da PNAD/IBGE 2019. Já os que se autodeclaram brancos são impressionantes 77,60%, com 2,10% de amarelos e 0,20% de indígenas.

E se havia alguma perspectiva de que essa mesma imprensa fosse ou estivesse a caminho de uma presença feminina paritária com a masculina, os números mostram que estamos distantes disso: as mulheres, que são 51,80% da população brasileira, segundo a mesma PNAD/IBGE, encolhem para 36,60% no jornalismo, bem abaixo dos 63% de homens − 0,40% não se reconhecem em nenhum dos dois gêneros.

A edição também destaca que, com perto de 60 confirmações presenciais, o evento de premiação dos +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, deste J&Cia (com o Portal dos Jornalistas), será realizado pela primeira vez em formato híbrido, em 30/11, das 11h às 13h30, no Hotel Renaissance, em São Paulo. A cerimônia, que terá como apresentadores os jornalistas Fátima Turci e Joaquim Maria Botelho, combinará participações presenciais com não presenciais, online, com entradas ao vivo dos participantes.

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