O debate sobre a existência de um “gene gay” não tem fim. Um estudo recente, feito pela New Scientist, demonstrou, com fortes evidências, que ser gay é algo determinado geneticamente. A descoberta se soma a um longo debate que a homossexualidade é geneticamente ligado e não uma questão de escolha.

O estudo não identifica qual das centenas de genes localizados em cada lugar pode estar envolvido no comportamento sexual

O estudo não identifica qual das centenas de genes localizados em cada lugar pode estar envolvido no comportamento sexual

 

Os pesquisadores analisaram amostras de sangue e de saliva de 409 pares de irmãos (incluindo gêmeos não-idênticos) ao longo de um período de cinco anos, à procura de locais compartilhados de marcadores genéticos chamados polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs). Eles encontraram cinco SNPs encontrados comumente compartilhados pelos gays, todos agrupados em dois locais distintos em cromossomos distintos.

No entanto, o estudo não identifica qual das centenas de genes localizados em cada lugar pode estar envolvido no comportamento sexual.

Para um dos principais autores do estudo, Alan Sanders, a “nova evidência não é prova, mas é uma boa indicação” de que os genes nos dois cromossomos têm alguma influência sobre a orientação sexual

Em entrevista ao Daily Mail, Chad Zawitz, um dos médicos que participaram do estudo, explica que esse trabalho é um grande passo para responder a perguntas científicas sobre a homossexualidade e também ajudar na redução dos estigmas enfrentados pela comunidade gay.

“Ser gay é como ter determinada cor dos olhos ou de pele: é apenas quem você é. A maioria dos heterossexuais que eu conheço não escolheu ser heterossexual. É intrigante para mim porque as pessoas não entendem isso”, afirma Zawitz.

 

Luta pela igualdade dos direitos

Recentemente, o ator Colin Farrel escreveu uma emocionante carta aberta pedindo a aprovação do casamento igualitário na Irlanda, seu país de origem.

Na carta, publicada pelo Sunday World, Farrell conta que seu irmão não escolheu ser gay e pede que os irlandeses votem pela aprovação do casamento gay em um referendo marcado para o ano que vem e cita a sua experiência com seu irmão gay, que era vítima de bullying durante a adolescência.

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