(Da redação) Um hacker brasileiro que foi preso na Holanda no mês passado será investigado tanto pela Polícia Federal Brasileira quanto pelo FBI. Durante a busca pelo criminoso, foram apreendidos, em dois imóveis ocupados por ele, 10 discos rígidos, quatro notebooks e centenas de CDs e DVDs com dados das vítimas dos golpes que atingiram mais de 100 mil computadores no mundo todo.

O objetivo da PF é averiguar sobre os crimes que o hacker cometeu dentro do território brasileiro e se possível incriminá-lo por infringir também a legislação nacional. No momento, ele é julgado somente pela justiça de New Orleans, no estado da Louisiana (EUA).

Se condenado pela Justiça norte-americana, ele pode pegar até cinco anos de prisão e três anos de liberdade condicional, além de multa de US$ 250 mil baseados nas perdas causadas às vítimas de sua ação. Segundo a PF, a colaboração do órgão com as investigações do FBI nesse caso irão prosseguir até que se chegue a alguma conclusão definitiva.
O que se sabe até agora é que o brasileiro e um comparsa holandês de 19 anos infectavam computadores para fazer com que essas máquinas disparassem mensagens não-solicitadas, ou spams, mantendo assim uma rede de computadores zumbis, que poderiam ser controlados por outras pessoas à distância. Agindo assim, os criminosos conseguiam praticar ações ilegais sem ser facilmente percebido.

O holandês foi o responsável pela criação da rede, enquanto o brasileiro usava essa estrutura e pagava os servidores onde ela estava hospedada. Entre maio e julho, quando o brasileiro foi para a Europa, os dois concordaram em alugar a botnet para terceiros. Depois disso, eles combinaram de vender a rede por 25 mil euros, o equivalente a R$ 60 mil, mas acabaram sendo detidos. O holandês, preso junto com o brasileiro, será julgado em seu país de origem.

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