Maju Trindade foi infeliz em utilização de termo racista

Divulgação Maju Trindade foi infeliz em utilização de termo racista

Nesta semana, a youtuber Maju Trindade foi criticada nas redes sociais por utilizar o termo “alma negra” para relembrar o tempo em que começou a gostar de rap e hip-hop. O trecho aparece em seu livro.

“Durante algum tempo eu só escutei rock, mas, de três anos pra cá, descobri que tenho uma alma negra. Amo hip-hop. Não sei bem o porquê disso, mas não consigo mais parar. Tenho vários rappers favoritos, mas o meu queridinho é o Drake”, diz ela, que tem apenas 18 anos e mais de 30 milhões de visualizações em vídeos no Youtube.

A maneira como Maju utilizou essa expressão realmente merece algumas críticas. Como se para se para entender a cultura negra bastasse ouvir alguns nomes populares do rap e hip-hop e como se essa cultura se resumisse apenas a esses gêneros musicais, o que obviamente não é o caso.

Mas olha a hipocrisia batendo na porta.

Não somente no que se refere ao racismo, mas nossa sociedade como um todo costuma utilizar uma série de expressões preconceituosas no cotidiano sem nem perceber. Algumas, como “não sou tuas negas”, viraram até meme nas redes sociais. Mas nelas não há nada de engraçado.

Engraçado? Nem um pouco

Reprodução Engraçado? Nem um pouco

“Não sou tuas negas” é um termo de origem na escravidão. Era utilizado por donos de escravos para falar de suas escravas sexuais, todas obviamente negras. Hoje, pessoas usam a expressão para exigir um tratamento respeitoso por parte de outro alguém.

Tem muito mais casos como esse na galeria. Vamos dar aquela refletida?

 

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