Lucinha Araujo, mãe de Cazuza, assiste show em homenagem a seu filho.Circo Voador volta com sua lona original à Praia do Arpoador no projeto Exagerado 30 anos.

Lucinha Araujo, mãe de Cazuza (Crédito: Pedro Carrilho)

Colaboração: Bruna Senos

A primeira noite de retorno ao Arpoador do Circo Voador, organizada em homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro e aos 30 anos da música Exagerado, de Cazuza, levou até a fila do gargarejo da lona aquela que é, sem dúvidas, a maior fã do artista: Lucinha Araújo. Animada com a volta do Circo às origens, a mãe de Cazuza disse que vai se esforçar para que o ‘picadeiro’, montado especialmente para as apresentações deste final de semana, permaneça por ali.

“Eu vou falar isso com o prefeito. O Rio merece, o lugar é ótimo, de frente pra esse mar maravilhoso… Isso aqui é um celeiro de novos artistas. Sempre foi, né? Mesmo no pouco tempo que existiu, revelou muita gente bacana. Eu vou pedir ao prefeito”, contou ela, em entrevista ao Vírgula, visivelmente emocionada com a homenagem ao seu filho, conduzida por Emílio Dantas, ator que interpretou Cazuza no musical Pro Dia Nascer Feliz, sobre a obra do cantor. “Se os fãs do meu filho estão emocionados, imagina o coração de uma mãe com dez stents e marcapasso? Eu não tenho nem como descrever. Foi muito bonito, eu adoro tudo o que falam e fazem a respeito do Cazuza. Estou muito feliz”, disse ela.

Lucinha também falou sobre o lançamento da edição “re-colour” de Exagerado, batizada de Exagerado 3.0. Com a voz original do cantor e um novo arranjo, feito com produção musical de Liminha e programações de Kassin, além da participação de João Barone e Dado Villa Lobos, a canção terá parte dos direitos obtidos com sua venda digital revertidos para a Sociedade Viva Cazuza, criada e administrada por ela, que completa 25 anos em 2015. “Dá pra ver que a voz dele está limpa, a gravação mostra como ele cantava bem, e está com uma roupagem mais moderna, atual. Mas eu sou mãe, né?”, brincou. “O importante é que a gente está completando 25 anos de Sociedade Viva Cazuza, 25 anos sem Cazuza, e esse é o lugar ideal para lançarmos a música e falarmos sobre o nosso projeto. Aids não tem cara, e não tem cura. Previnam-se, é isso que é importante dizer”.

Veja em nossa galeria como foi essa gloriosa noite:

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