(Da redação) – Morreu às 21h de sexta-feira o jornalista e escritor Fausto Wolff, de 68 anos. Ele estava internado na CTI do Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, desde o dia 1º, após sofrer hemorragia intestinal, e entrou em coma com quadro de insuficiência respiratória. Deixa a viúva, a psicóloga Monica Tolipan e duas filhas.

Wolff, nascido Faustin von Wolffenbüttel, em 1940, na cidade de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, fez parte da equipe que editou o célebre jornal alternativo O Pasquim, a partir de 1969, e também participou do projeto de volta do periódico, com o nome O Pasquim 21, no início da década. Trabalhou em jornais como O Globo e Tribuna da Imprensa, escreveu vários livros, dos quais o mais conhecido foi O Acrobata Pede Desculpas e Cai, de 1966, e também atuou como diretor de teatro e cinema e professor de literatura.

Após infância pobre, começou a trabalhar como repórter de polícia e contínuo no jornal Diário de Porto Alegre aos 14 anos. Aos 18, mudou-se para o Rio de Janeiro. Sua última crônica, publicada na sexta-feira no Caderno B do Jornal do Brasil, onde era colunista diário, era repetida por causa de sua doença (o último texto inédito saiu no dia 21 de agosto) e dizia: "Outra imperfeição: ser burro, viver e conhecer o mínimo do seu potencial energético interior e, além disso, ter de suportar a consciência da sua mortalidade. Algumas pessoas percebem isso, mas, como são ignorantes, aceitam o princípio nada otimista de que a vida é um absurdo porque acaba na morte e, como dizia Camus, o homem vive e não é feliz."

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