Alguns viajantes se espantam ao se deparar com as medidas tomadas pelos países que tentam barrar a entrada de brasileiros ilegais. O estudante Pedro de Camargo, 19, lembra que o período em que estava na Espanha foi muito tranqüilo, mas percebeu que para entrar no país existia uma barreira preconceituosa. “Eles acham que mulher brasileira vai pra lá para ser prostituta e homem para entrar no mercado ilegal de trabalho.”

Pedro, que foi a estudo, ficou na casa de uma família na cidade de Sevilha e afirma que os espanhóis não têm todo o calor que os brasileiros possuem. “Eles não nos recepcionam com muita festa. Para eles, receber alguém de outro país em suas casas não é nada demais, diferente de nós.”

A cultura festeira é algo que por lá não é tão evidente. Durante o período que ficou na cidade Pedro presenciou apenas uma festa, “que acontece sempre no mês de maio”. Em contrapartida, quando foi a um show do cantor Jack Johnson ele conta que se deparou com muitos brasileiros. Convenhamos, nossa cara.

De acordo com Embratur, a Espanha ocupa o décimo lugar no ranking de país mais visitado pelos brasileiros. Só no ano passado, mais de 300 mil saíram da terra do samba em direção à terra das touradas.

Essa alta procura, segundo o estudante, provavelmente se deve à facilidade e proximidade do idioma e pelo fator econômico, já que a moeda de lá (Euro) é muito forte.

Porém, mesmo com as diferenças culturais, Pedro não descarta a possibilidade de um dia residir no país mais uma vez. “Tenho vontade de voltar para morar em Sevilha ou em Madri. Mas acho que a primeira opção, Servilha, é melhor, lá eles são mais calorosos.”

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