O policial observa que cada treinamento foca em um aspecto diferente. No Rio de Janeiro, por exemplo, há um problema geográfico, pois as favelas ficam em morros e os policiais são sempre vistos de cima quando vão invadir, o que os deixam em desvantagem. Por esse motivo, eles têm que se aprimorar nas operações em favelas. Já em São Paulo, o GER é o melhor grupo do Brasil em resgate de reféns e a Divisão Anti-Sequestro do estado é a melhor do país. “A Polícia Federal e de vários outros estados vêm pra cá para aprender técnicas relacionadas a essas operações”.

O filme Tropa de Elite retomou a discussão a respeito da atuação das chamadas Polícias Especiais. Para o policial, a obra cinematográfica é um “tapa na cara”. “Acho que o filme retrata uma realidade que as pessoas esquecem. É um tapa na cara das pessoas, pois mostra que o traficante só existe porque existe o consumo de drogas. Muitas pessoas saem em passeatas e fazem movimentos do tipo ‘Cansei’, mas se esquecem que muitas delas consomem drogas e financiam esse crime”.

O fato de ter sido visto por milhares de pessoas antes de estrear nos cinemas, ou seja, por meio de cópias ilegais, também é uma característica que chama sua atenção. “As pessoas não entendem que contribuem para muita coisa errada. A maioria das pessoas viu o filme por meio de uma cópia pirata, ou seja, contribuíram para a pirataria, que não só tira o emprego de muita gente, como gera sonegação de impostos”.

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