“O caso do Haiti, por exemplo. Mandar o Exército brasileiro para o Haiti é uma roubada. O país está fazendo o papel de polícia para as elites locais e não é assim que se resolvem os problemas. É preciso investimento econômico maciço. Esse suposto “apoio econômico”, na verdade, nada mais é que repressão e só vai piorar a situação, pois os problemas não serão resolvidos”, alerta.

O Brasil passou a liderar o contingente de tropas no Haiti quando, no CS, foi apresentada a proposta de substituição das tropas norte-americanas e francesas por tropas brasileiras. O país se sentiu pressionado dentro e fora do Conselho para assumir essa posição e, na esperança de que tal atitude fosse interpretada como uma afirmação do Brasil como liderança regional e como aliado confiável das grandes potências, acabou concordando.

Dizer que o objetivo do envio de tropas é “reconstruir o Haiti” realmente não convence. “O Brasil não precisa agüentar esse peso para ser um país mais influente”.

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