Segundo representantes da SPLP, as funções seguem normalmente até a publicação de ordem contrária no Diário Oficial. Como até a tarde desta terça-feira, dia 2, nada disso foi divulgado, os 44 funcionários nomeados continuam trabalhando apesar do encerramento anunciado. São militares, advogados, cientistas sociais e jornalistas pagos com dinheiro público para exercer uma função com término decretado.

Apesar disso, o órgão é desvinculado do Ministério do Planejamento. Seu nascimento está diretamente relacionado à vontade do presidente Lula. “Essa decisão foi tomada pelo gabinete da Presidência. Não cabe a mim, quanto funcionário público, opinar sobre isso”, respondeu Luís Carlos Cabral, assessor da SPLP, ao Virgula, quando questionado sobre a semelhança entre os dois órgãos.

A razão da secretaria também foi amplamente debatida pela imprensa. A escolha do acadêmico para liderar a pasta foi alvo de críticas. “AFIRMO que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional”, escreveu o mesmo Unger em sua coluna publicada no jornal Folha de S. Paulo em 15 de novembro de 2005.

Continua: E agora, Mangabeira?

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