Governo e companhias não oferecem equipamento e treinamento necessários para trabalhadores nas fazendas de tabaco, segundo relatório

Crianças e adultos que trabalham em plantações de tabaco no Zimbabwe enfrentam riscos de saúde e exploração de trabalho, segundo denúncia feita pelo site Human Rights Watch. O relatório “Uma Colheita Amarga: Trabalho Infantil e Abuso dos Direitos Humanos nas Fazendas no Zimbabwe” documenta que trabalhadores vivem em situação de risco e executam tarefas sem as medidas de segurança necessárias. O país é o sexto maior produtor de tabaco no mundo.

Menores de idade são expostos à nicotina e a pesticidas tóxicos, e sofrem sintomas de envenenamento causado pelo manuseio das folhas de tabaco, segundo o documento. A co-autora do relatório Margaret Wurth afirmou que o governo do país deve tomar medidas em proteção aos trabalhadores das fazendas de tabaco. “Empresas que importam tabaco vindo do Zimbabwe precisam se assegurar de que não estão comprando produtos que envolvem trabalho infantil”, acrescentou.

Pesquisadores descobriram que o governo e as companhias não oferecem treinamento, informações e equipamentos que garantam a segurança à saúde dos trabalhadores. O site Human Rights Watch informou que condições similares a do Zimbabwe foram encontradas em fazendas de tabaco nos Estados Unidos. 

O envenenamento por nicotina pode acontecer na absorção da substância pela pele, durante contato com as folhas da planta. Entre os sintomas, estão náusea, vômito, dores de cabeça e tontura. Dos entrevistados no relatório, 14 crianças foram constatadas vítimas do problema e a maioria dos adultos.

 

 

Campanha da Save The Children contra o abuso sexual infantil

Site denuncia envenenamento de crianças por tabaco no Zimbabwe

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