(Da redação) – Um ano se passou do acidente mais grave na aviação brasileira: o Airbus A320, que levava o vôo 3054 da TAM, transportando 199 pessoas. O avião derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, atravessou a Avenida Washington Luiz e colidiu com um prédio da companhia, às 18h30 daquele dia.

Paralelo ao acidente, o país assistia o auge da crise aérea brasileira. Caos por conta das esperas nos aeroportos, painéis em pane, vôos atrasados e a então ministra do Turismo, Marta Suplicy, equivocada, dizendo apenas que a população deveria "relaxar e gozar".

Contudo, a crise já vinha tomando corpo um ano antes do acidente da TAM, quando outra catástrofe aérea havia acontecido: o Jato Legacy se chocou a um Boeing da Gol, em pleno céu da floresta amazônica, matando 154 pessoas.

Ao custo de mais de 300 vidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu pôr um fim à crise e derrubou o então ministro da Defesa Waldir Pires. Porém, a situação ficou ainda pior quando os controladores de vôo, supostamente culpados pelo acidente com o A320, decidiram fazer uma operação-padrão (a greve já havia começado cerca de dois meses antes) e escancararam a penúria que se encontrava o corpo técnico da aviação nacional.

Foram registrados, na época, casos de pane na telefonia, causando falhas na comunicação dos aeroportos com as torres de controle, sem contar nas "quase-colisões", que foram registradas em livros de ocorrência e imagens gravadas pelos radares dos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindactas).

Para solucionar tais falhas e o caos, Nelson Jobim, ministro da Defesa nomeado após a queda de Pires, anunciou uma adaptação nas rotas aéreas. Houve também o anúncio da construção de um terceiro aeroporto em São Paulo e uma nova pista para Guarulhos.

Sem falar nos tímidos investimentos que foram feitos: pouco mais de três milhões em cursos de inglês para os controladores de vôo, e cerca de 18 milhões de reais, que devem ser investidos até 2012 na aquisição de aparelhos de raio-x e caminhões para os aeroportos.

No meio de toda essa história, como ficaram as famílias das 199 vítimas do Airbus A320? De acordo com números divulgados pela Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo JJ-3054 da TAM (AfavTAM), apenas 79 pessoas fecharam algum tipo de acordo com a companhia aérea para indenização; as outras 120 esperam.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 17, a empresa não citou valores das indenizações, porém confirmou o pagamento de 137 seguros – o RETA (espécie de seguro obrigatório, como o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT)). Além disso, informou também o pagamento de 11,4 milhões de reais em despesas gerais aos familiares das vítimas, 4.190 passagens aéreas para o deslocamento dessas pessoas, 633 planos de saúde, 18.322 horas de atendimento psicológico e 195 assistências funerárias.

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