Qual mulher não adora se encher de balangandã para fazer a rica? Mesmo a gente sabendo que é tudo bijuteria baratinha. :) 

Pois saiba que esses anéis, brincos, pulseiras e colares que a gente tanto ama comprar e usar podem estar colocando nossa saúde em risco. Uma reportagem divulgada no último domingo (17) no Fantástico, da Rede Globo, advertiu sobre a alta concentração de substâncias tóxicas nessas bijuterias importadas da China, encontradas em lojas de grandes comércios populares do Brasil.

O vilão da história é um metal altamente tóxico (!) presente na composição dessas bijus chamado Cádmio. Ele é liberado na queima de combustíveis e descartada no meio ambiente. A gente acaba ingerindo, inalando ou absorvendo na pele (daí entram o caso das bijuterias) essa substância e, nos casos mais graves, acumulando no organismo e podendo desenvolver ao longo do tempo até um câncer. O rim é um dos orgãos mais afetados, pois a quantidade eliminada é cem vezes menor do que a absorvida por ele.

 

Entenda o caso

De acordo com a Receita Federal, nos últimos cinco anos, o Brasil importou 29 mil toneladas de bijuterias chinesas. Diante de tanto metal barato entrando no país, o orgão suspeitou de fraude fiscal e interceptou dois contêineres com 16 toneladas desse tipo de peça no porto do Rio de Janeiro e que seriam vendidas na Rua 25 de março, em São Paulo (de onde compradores do Brasil inteiro levam produtos para revender em suas cidades).

Uma amostragem de 24 bijuterias desse carregamento foi analisada e 14 delas têm a presença de cádmio em níveis extremos. A porcentagem tóxica encontrada nessas peças é quase 4 mil vezes maior do que seria permitido na Europa, que é de apenas 0,01%.

Em 2010, os Estados Unidos retiraram do mercado milhares de bijuterias chinesas que continham o metal tóxico. O governo e a indústria americanos chegaram a um acordo e estabeleceram o limite de apenas 0,03% de cádmio em bijuterias. Mas, no Brasil, ainda não existe legislação sobre o assunto.

Na reportagem do Fantástico, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, não vê necessidade, por enquanto, de regulamentar o assunto por aqui. “O que nós temos que fazer é vigilância, como nós estamos fazendo. Na medida em que identifica problemas, a gente vem e trata o problema. Se nós identificarmos que há necessidade de estabelecer limites, isso é possível que seja feito, como já foi feito em outro tipo de material que também chega em quantidade no país”, considera.

 

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