Após vitória da travesti barbada Conchita Wurst na competição musical Eurovisión neste domingo (11), a Rússia, país que é conhecido por seu caráter extremamente preconceituoso e homofóbico, foi tomada por protestos.

A proporção tomada pelo bafafá foi tão grande que vários deputados do país, entre eles, o comunista Valeri Rashkin, chegaram a propor a criação de uma versão própria do festival.

“O resultado do último Eurovisión foi a gota d’água. Temos que deixar esse concurso, não podemos mais aguentar essa loucura”, afirmou Rashkin no Parlamento, ao propor uma competição chamada Voz da Eurásia.

O deputado Oleg Nilov foi ainda mais longe: “Não querem nossas meninas porque elas não têm barba. Não gostam de nossas músicas.”

Levando para o lado religioso, a Igreja Ortodoxa russa afirmou que o resultado da competição foi um passo na rejeição da identidade cristã da cultura europeia.

Na internet, anonimos e celebridades da Rússia postaram fotos onde se barbeiam usando a #dokajichtotyneconchita (#provequenãoéconchita). Apesar disso, houve ainda quem apoiasse Conchita Wurst, como a cantora de ópera Anna Netrebko.

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