A artista israelense Yael Bartana trará uma obra de forte impacto à 31ª edição da Bienal de São Paulo, que abre no dia 6 de setembro. No curta-metragem Inferno, ela destrói digitalmente o Templo de Salomão, construído pela Igreja Universal, do Bispo Edir Macedo, por R$ 680 milhões, e inaugurado no último mês com a presença de autoridades como a presidenta Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin. O projeto custou R$ 1 milhão, bancado pela galeria da artista em Nova York, a Petzel. 

Procurada pela reportagem do Virgula Diversão, a Igreja Universal revelou, por meio de sua assessoria de imprensa, ter conhecimento da obra de arte, mas que prefere não comentar o caso. 

Para recriar digitalmente o prédio, a artista visitou, em 2013, as obras do edifício, que tem mais de 80 mil metros quadrados e capacidade para abrigar 10 mil fiéis. Em uma das cenas do vídeo, que tem 22 minutos, dezenas de fiéis aparecem caídos entre destroços, aparentemente mortos, e um é carregado em uma maca.

Assista:

O trabalho faz referência ao Muro das Lamentações, que fica na cidade de Jerusalém, em Israel. O muro é o que restou do Templo de Salomão original – que foi destruído duas vezes, em 584 a.c., e em 64 d.c. Outra cena mostra o edifício explodindo e caindo, deixando em seu lugar apenas um grande muro, no meio da cidade de São Paulo, aonde fiéis vão rezar.

As gravações adicionais foram realizadas no galpão de uma escola de samba em São Paulo. Com informações da revista Veja São Paulo.

Artista explode Templo de Salomão em obra que estará na Bienal de SP

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