A fridamania tomou conta de nós. Ainda bem. Há tempos que vemos o rosto de Frida Kahlo como ícone fashion, pop. Estampou a capa da Vogue México em novembro de 2012. Dez anos antes, sua cinebiografia, Frida, protagonizada por Salma Hayek, chegou às telas.  Mas há muito mais sobre a artista mexicana do que ser referência de estilo. Muito mais. Ela é umas das mulheres mais incríveis que já habitaram a Terra. Que a febre não passe; tá pouca Frida. Queremos mais.

Dois eventos que rolam no país são um ótimo começo para explorar o maravilhoso mundo da pintora:Todos Podem Ser Frida, em São Pauloe Frida Kahlo – as suas fotografias, em Curitiba.

Lábios vermelhos, bochechas rosadas, sobrancelha grossa e um leve bigode, coroa de flores e um pano colorido fazem parte da caracterização para se transformar em Frida que propõe a performance Todos Podem Ser Frida. Pra participar, é só pegar uma fila (bem ok) e assinar o termo de uso de imagem. Dá pra fazer o retrato sozinho, em dupla ou em grupo.

Eu versão Frida

Eu versão Frida

Parte do projeto fotográfico da fotógrafa paulista Camila Fontenele, realizado entre 2012 e 2013, as intervenções acontecem todos os finais de semana, das 14h às 19h, até o dia 14 de dezembro no Museu da Diversidade Sexual, no centro de São Paulo, que fica dentro da estação República do Metrô. Lá, também da pra conferir a exposição que resultou do projeto. Importante: é grátis e você tem sua foto publicada na página deles no Facebook.

Prorrogada até 30 novembro, Frida Kahlo – as suas fotografias, vista por mais de 130 mil pessoas, reúne 240 fotografias do acervo pessoal da pintora, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. As fotos foram feitas por dois fotógrafos profissionais de sua família: seu pai e seu avô materno. Além dessas, há imagens feitas pela alemã Gisèle Freund e pelo húngaro Nickolas Muray, fotógrafos que conviveram com Frida por anos. Custa de R$ 3 a R$ 6. Mais informações aqui.

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Mas antes de vestir a camiseta ou incorporar a personagem é bom conhecer ela antes, caso ainda não conheça. Certo?

Frida Kahlo nasceu Magdalena del Carmen Frida Kahlo Calderón em 6 de julho de 1907 e morreu em 13 de julho de 1954. Quando criança, a poliomelite deformou sua perna e pé direitos, amputados anos mais tarde.

Ficou com sequelas pra vida toda de um grave acidente sofrido aos 18 anos. Teve três abortos, foi traída diversas vezes pelo marido, o consagrado pintor mexicano Diego Rivera, 21 anos mais velho. Ele inclusive teve um caso com a irmã dela Cristina.

Mesmo com a fragilidade do seu corpo e saúde, Frida teve uma vida intensa, rica e produtiva. É uma das mulheres mais importantes e revolucionárias do mundo. Listamos (apenas) cinco fatos que provam isso.

É uma artista genial

As imagens surreais, saídas de sonhos, sentimentos, pintadas em cores vibrantes nos transportam ao universo de Frida. Produziu mais de 200 obras, entre autorretratos, retrato de familiares, natureza morta. “Eu pinto a minha realidade”, dizia. Fez parte da vanguarda surrealista, ao lado de Pablo Picasso, Marcel Duchamp, André Breton.

Frida Kahlo imagens

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Quebrou tabus na sua época

Bissexual, ativista política, comunista, transgressora, teve romance com mulheres e homens; o mais famoso deles foi com Leon Trotsky.Virou símbolo do feminismo. Foi filiada ao Partido Comunista Mexicano e participou da luta de trabalhadores mexicanos.

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Casou com o mesmo homem duas vezes

A paixão pelo marido, Diego Rivera, foi tanta eles se casaram duas vezes, em 1929 e 1940. Eles se conheceram quando ela tinha 21 anos.

Não ligava pra padrões

Gostava de se vestir como homem quando era adolescente, escandalizando a conservadora sociedade mexicana da época; usava sobrancelhas grossas, bigode, terno e gravata. Adotou a estética da cultura mexicana, usando roupas e acessórios coloridos, estampas tropicais, grandes argolas e brincos, guirlanda de flores na cabeça.

Frida vestido como homem em foto de família

Frida vestida como homem em foto de família (primeira da esquerda pra direita)

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‘Alma do México’

É assim chamada porque o povo mexicano vê no sofrimento dela o seu próprio. Para muitos mexicanos, a arte de Frida representa a luta do México contra a violência e busca de identidade.

 

 

 

 

 

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