Daniela Mercury lançou nesta quarta-feira em São Paulo o que chamou de “segundo Instagram”: seu livro “Daniela & Malu – Uma história de amor”, que retrata a história de um ano do romance da cantora com a jornalista Malu Verçosa.

“Já que o primeiro Instagram a gente viu que se tornou muito mais do que a gente poderia imaginar, foi uma declaração que deu tanta força a tanta gente e abordada pela imprensa de forma séria, sentimos que não estávamos sozinhas”, afirmou a cantora durante lançamento do livro na Fnac do shopping Morumbi.

Publicado pela editora Leya, o livro também documenta toda a repercussão após ambas terem comunicado o relacionamento via Instagram.

“Não assumimos nada porque não fizemos nada de errado. Nós apenas demos um comunicado” disse Malu corrigindo os jornalistas momentos antes de começar os autógrafos.

Desde o anúncio do romance, Daniela Mercury tem assumido um importante papel na militância LGBT no Brasil e no mundo, tendo sido convidada pela ONU para uma campanha mundial pela visibilidade gay ao lado do cantor porto-riquenho Rick Martin.

“Sou militante social. Pra mim trabalhar também é trabalhar pelos direitos humanos. Não estou jogando minha energia em uma coisa nova. A diferença é que agora eu estou no olho do furacão”, ressaltou Daniela, que disse acreditar estar mais “legítima” para lutar contra a discriminação.

Daniela também comentou a aprovação pela Comissão dos Direitos Humanos da Câmara de um plebiscito e de uma lei que podem suspender a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que instituiu o casamento homoafetivo.

Os projetos ainda precisam passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e pelo plenário antes de seguirem para o Senado.

“Eles (a bancada evangélica) não conseguiram uma Comissão que lhes desse mais força, foram para comissão errada – porque são as pessoas erradas para essa comissão – e tentaram tirar proveito do fato de estarem ali para conseguir votos”, comentou a cantora, que lamentou a existência de deputados que vão contra a Constituição e a Declaração dos Direitos Humanos e continuem no Congresso.

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