Morreu no sábado (14) em Manhattan, aos 78 anos, a artista plástica, ex-atriz e escritora Ultra Violet. Ela foi uma das principais musas do papa da pop art, Andy Warhol.

Segundo o jornal The New York Times, Ultra faleceu vítima de câncer – a informação foi dada por uma prima da artista. Ultra vivia em Manhattan, mas também passava parte do tempo em Nice, na França.

E foi na França que ela nasceu, em 1935, com o nome de Isabelle Colin Dufresne. Na década de 50, já vivendo nos EUA, foi amante e musa do artista plástico catalão Salvador Dalí. Abaixo, Ultra e Dalí em 1969.

Na sequência, caiu nas graças de Andy Warhol, que ficou encantado com ela, e a convidou para ser uma de suas musas e “superstars” na famosa Factory – reduto de Warhol em Nova York, quartel-general onde a vanguarda artística se reunia nos anos 60.

Ultra Violet passou a atuar nos filmes produzidos por Warhol, como I, a Man (1967), e até mesmo em produções badaladas como Perdidos na Noite (1969, de John Schlesinger) e Uma Mulher Descasada (1978, de Paul Mazursky). No total ela esteve em 18 filmes.

Depois de uma década e meia de turbulências – com direito a muito sexo, drogas e rock’n’roll, orgias e aventuras alucinantes na noite e no jet set artístico -, no final dos 70 Ultra Violet mudou de estilo e largou os embalos, optando por investir em seu trabalho como artista plástica.

Em 88, publicou a autobiografia Famous for 15 Minutes: My Years with Andy Warhol, e revelou que recorreu à religião mórmon para se livrar da fase enlouquecida. Abaixo, Warhol e Ultra em 1977

Ultra nunca se casou, mas teve amantes famosos como o bailarino russo Rudolf Nureyev e o cineasta tcheco Milos Forman, além de Dalí.

Escultora, pintora e videoartista, ela trabalhou intensamente nas últimas décadas, e uma exposição com seus trabalhos acaba de terminar temporada em Nova York há algumas semanas.

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