A socialite e jornalista russa Ksenia Sobtchak recebeu uma onda de críticas na web após a exibição da primeira entrevista conjunta de duas integrantes da banda Pussy Riot libertadas nesta segunda-feira (23).

A conversa foi gravada na cozinha da casa da avó de Nadeja Tolokonnikova, que voltou a Moscou depois de dois anos de prisão ao lado de Masha Alyokhina. Conhecida como a “Paris Hilton da Rússia”, Ksenia descreveu a banda como uma “marca valiosa” e comparou o trio de punk-rock às Destiny’s Child, antigo grupo pop de Beyoncé. “Falar sobre uma marca não é interessante”, replicou Nadya.

Em outro momento, provocou Nadya novamente, dizendo que ela ganhou mais atenção por ser a mais bonita das três. “Isso é um exemplo de sexismo?”, indagou. “Fazer esse tipo de pergunta provocativa é absolutamente antiético da sua parte”, respondeu Masha. “Quando estava presa em uma solitária, não estava pensando em quem era mais bonita.”

Já perto do fim da entrevista, Sobchak resolveu falar de estilo. “Agora, não posso deixar de perguntar. O que acontece com as suas sobrancelhas?”, questionou. Masha não se deu ao trabalho de responder: “Não entendi o que você quis dizer”.

Sobchak é filha de um casal de políticos russos – seu pai foi mentor de Vladimir Putin. Hoje, ela tem sido perseguida pelo governo russo após criticar abertamente o presidente e seus apoiadores. Desde então, tem deixado de lado os tablóides e se apresenta como jornalista. Pela oposição russa ao Kremlim, ela é considerada “culta” e “articulada”, apesar de seu passado controverso.

As integrantes do Pussy Riot foram presas em 2012, ao se apresentarem mascaradas na principal catedral de São Petesburgo, entoando um hino punk contra Putin.

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