No último domingo, 06, aconteceu a 69ª edição do Tony Awards, que premia o melhor do teatro norte-americano. Apresentado por Kristin Chenoweth (aquela doida de Glee) e Alan Cumming (X-Men 2, The Good Wife), o evento mostrou que, mais uma vez, “é as mulheres, o-ba, é as mulheres, o-ba”!

Vamos começar falando da grande vencedora da noite, a versão musical da graphic novel autobiográfica Fun Home, de Alison Bechdel. A autora, abertamente gay, revela na obra sua passagem pela adolescência e a descoberta de sua sexualidade, ao mesmo tempo em que convive com o suicídio de seu pai enrustido. O assunto, aparentemente sombrio, rendeu cinco prêmios: o de Melhor Musical, o de Melhor Performance Masculina, o de Melhor Direção, Melhor Livro e Melhor Trilha. Este último, rendeu um destaque para a letrista e roteirista Lisa Kron e a compositora Jeanine Tesori, que formaram uma dupla imbatível na montagem.

Prêmios assim são considerados um grande progresso em um evento conhecido por levar em consideração atores e peças que são unanimidade entre a plateia. O fato de um musical que tem uma lésbica bastante estereotipada como personagem principal receber uma láurea tão alta é sinal de que há muita mudança por vir – e para comemorar!

No mais, nada de muito novo. Helen Mirren, por exemplo, venceu o prêmio de Melhor Protagonista no papel de… sim, rainha da Inglaterra, em The Audience. A melhor peça foi The Curious Incident of the Dog in the Night-Time. Por fim, depois de apresentar a seção dos que já se foram, Josh Groban encerrou o evento com uma versão acompanhada de coral de You’ll Never Walk Alone.

Sem mais artigos