Lembrado como um dos maiores jogadores da história de sua posição tanto no Real Madrid quanto na Seleção Brasileira, Roberto Carlos é hoje técnico do Sivasspor, da Turquia. Em entrevista ao site da Fifa divulgada nesta segunda-feira (18), o ex-lateral agora quer se firmar na nova carreira, listou seus maiores professores e disse ter confiança no título do Brasil na próxima Copa do Mundo.

Ele iniciou a nova etapa ainda quando defendia o Anzhi Makhachkala, da Rússia, ainda em 2012. Foi somente no início desta temporada que assumiu o time turco.

“Fiz dez jogos no Anzhi, como treinador-jogador, mas queria mesmo ser treinador principal. Por isso estou feliz agora, ainda me adaptando, mas orgulhoso do que venho construindo. Meu pensamento é de fazer história como treinador assim como fiz como jogador”, declarou.

A meta de Roberto Carlos é ainda a médio prazo. Segundo o próprio, espera ter grandes resultados, conquistar títulos e ser reconhecido entre sete e dez anos. Hoje com 40 anos, o ex-atleta fez questão de colocar o holandês Guus Hiddink como a sua principal inspiração.

“Ele (Hiddink) realmente me ensinou muito. A gente se falava todos os dias no Anzhi e pude ver como ele tratava certas situações, saía de momentos difíceis, como percebia o que os jogadores precisavam. Ele foi um ótimo professor, uma referência. Espero ser tão bem-sucedido como ele foi”, respondeu, citando Luiz Felipe Scolari, Vanderlei Luxemburgo, Fabio Capello, Vicente Del Bosque e José Mourinho como outros profissionais em que se espelha.

Titular em três Copas do Mundo seguidas (1998, 2002 e 2006), Roberto elogiou a escolha de Felipão para dirigir a seleção no próximo mundial. Para ele, o time brasileiro voltou a ter o estilo que encantou o planeta, mesmo fazendo ressalvas sobre como o jogo era em seu tempo de jogador e o da atualidade.

“Na verdade, o Brasil nunca perdeu o reinado, mesmo que Espanha tenha evoluído. Aí, muitos passaram a achar que a Espanha seria campeã de tudo nos anos seguintes, mas o Brasil foi lá e surpreendeu. E tem o trabalho do Felipão, sim. A pressão existe, mas acho que é um pouco mais fácil jogar hoje do que na nossa época, porque eles vão entrar com a meta de tirar o título da última campeã. Antes a gente entrava nas competições sendo campeões e havia mais cobrança, crítica. A Seleção me parece mais tranquila agora, voltou a ser alegre, com dribles, um futebol de qualidade, um grupo forte. Está no caminho certo para voltar a vencer uma Copa”, disse.

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