Um dos mais importantes atletas brasileiros da atualidade, Thiago Pereira não para de abocanhar bons resultados. Depois de conquistar dois bronzes no recente campeonato mundial em Barcelona, o medalhista olímpico foi o grande nome do troféu José Finkel, disputado este mês em São Paulo. Aos 27 anos, Pereira conquistou o ouro na prova dos 400m medley, justamente a mesma que o nadador sempre afirmou odiar.

E apesar de vir alçando voos cada vez maiores dentro do esporte e de hoje viver em São Paulo para defender a equipe do Sesi, Thiago Pereira não perde a oportunidade de retornar à Volta Redonda, cidade do interior fluminense onde nasceu. O município do Vale do Paraíba, aliás, é só orgulho do filho ilustre e costuma fazer festa para recebê-lo depois de cada conquista. E a paixão é mútua. Em papo com o Virgula, Thiago afirmou que faz questão de retornar a Volta Redonda toda vez que o cronograma de competições permite, e depois de grandes competições e eventos esportivos. “Eu me esforço para visitar família e amigos sempre que possível, mas infelizmente isso não acontece com tanta frequência”, revela.

A infância e a adolescência em Volta Redonda foram um marco no início da trajetória de Thiago Pereira como nadador. Foi na sua cidade natal que ele deu suas primeiras braçadas em nível de competição: dos 12 aos 16 anos, Thiago defendeu o Clube dos Funcionários, entidade responsável por revelar o atleta. Foi nesse período, ainda com 12 anos, que Thiago conquistou sua primeira medalha: um bronze em um campeonato local. O atleta relembra com carinho daquela época: “As melhores lembranças, são, sem dúvidas, das minhas amizades. Tanto as da escola como as que ganhei na natação. “Estávamos sempre juntos, e não esqueço as viagens que fizemos para defender o Clube dos Funcionários em eventos realizados em outras cidades. Independente de medalhas, as boas lembranças são nosso maior ganho dentro do esporte”, opina.

Ao reviver o início de sua trajetória, Thiago reconhece que levar o nome do Brasil, do Rio de Janeiro e de Volta Redonda ao pódio de competições importantes era um sonho de criança. “Quando eu acompanhava os resultados de nadadores como Gustavo Borges e o Fernando Scherer, desejava chegar ao mesmo nível. Eu quero que as pessoas tenham a certeza de que, quando eu estiver na piscina, estarei dando o melhor de mim. Não vou economizar, nem abandonar a prova no meio. Vou até o meu limite”.

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