Em um duelo de equipes que gostam de marcar forte e sair no contra-ataque com velocidade, o Atlético de Madri até pressionou o Chelsea no segundo tempo, mas não conseguiu traduzir o “fator campo” em gols, e as semifinais da Liga dos Campeões de 2013/2014 tiveram início com um empate em 0 a 0 no estádio Vicente Calderón.

A partida foi bastante amarrada, principalmente no primeiro tempo. Nos minutos finais, o Atlético até tentou se soltar, mas não obteve o gol da vitória. Com isso, os Colchoneros precisarão de ao menos um empate com gols na volta, marcada para o próximo dia 30, em Stamford Bridge. A equipe londrina precisará vencer, enquanto um novo placar em branco provocará a disputa de prorrogação e, se necessário, de pênaltis.

O técnico do Atlético, Diego Simeone, teve apenas um problema para escalar a equipe. Sem ritmo de jogo depois de ter se recuperado de uma pubalgia, o meia-atacante Arda Turan ficou no banco e abriu espaço para que o meia Diego, ex-Santos, fosse titular. Porém, na segunda etapa, o turco entrou em lugar do brasileiro.

No Chelsea, os desfalques foram maiores. José Mourinho não contou com o lateral-direito Branislav Ivanovic, o meia Eden Hazard e o atacante Samuel Eto’o. Com isso, o português apostou num time mais defensivo, com David Luiz no meio-campo, três volantes de ofício e apenas um meia, Willian, e um atacante, Fernando Torres.

O jogo no Calderón teve a participação de sete brasileiros. Pela equipe anfitriã, além de Diego, estiveram em campo o zagueiro Miranda, o lateral-esquerdo Filipe Luis e o atacante naturalizado espanhol Diego Costa. Entre os visitantes, além de David Luiz, jogaram os meias Ramires e Willian. Oscar permaneceu entre os reservas durante os 90 minutos.

Como era de se esperar devido ao estilo das duas equipes, o jogo foi truncado desde o começo. E no primeiro lance de perigo, quem saiu perdendo foram os Blues. Aos 14 minutos do primeiro tempo, Koke cobrou escanteio fechado e Cech até conseguiu cortar, mas caiu com uma luxação no ombro e pediu para ser substituído.

O australiano Mark Schwarzer foi para o jogo e se tornou o atleta mais velho a disputar uma partida de mata-mata da Champions, com 41 anos, 6 meses e 16 dias, superando outro goleiro, Edwin van der Sar, que havia estabelecido a marca anterior aos 40 anos e 212 dias.

No momento da substituição de Cech, a torcida atleticana gritou o nome de seu goleiro, Courtois, que poderia estar defendendo o Chelsea, já que está vinculado ao clube londrino. No entanto, ele vem sendo emprestado aos Colchoneros há três temporadas.

Apesar do apoio dos torcedores, o camisa 13 do Atlético quase se complicou aos 20. Cahill aproveitou a saída errada do goleiro após o escanteio e cabeceou muito perto da trave direita.

Num dos poucos contra-ataques que conseguiu encaixar, aos 27 minutos, o time visitante teve boa oportunidade para abrir o placar, mas Ramires vacilou. Willian fez a enfiada por baixo na direita até o ex-jogador do Cruzeiro, que pegou mal na bola e não assustou Courtois.

Com a partida truncada, uma opção era chutar de fora da área. Mario teve espaço no meio, carregou e encheu o pé buscando o canto esquerdo. A bola passou muito perto da trave e saiu, aos 33.

A cautela prevaleceu até o fim do primeiro tempo, e o duelo foi ficando cada vez mais frio. Na volta do intervalo, Diego voltou a esquentá-lo com dois chutes de fora, mas o primeiro deles, aos dez minutos, parou em Schwarzer, e o segundo, aos 14, foi perigosamente à esquerda do alvo. Logo na sequência, o brasileiro foi substituído por Arda Turan.

Teve início então uma pressão dos donos da casa, que apostavam em cruzamentos que se mostravam infrutíferos. A melhor chance até então foi de Raúl García, que, aos 28 minutos, pegou sobra e chutou, mas carimbou a marcação. Três minutos depois, Gabi cobrou falta no cantinho direito, Schwarzer se esticou todo e espalmou para o lado.

A sequência de ataques do Atlético teve mais um capítulo aos 34 minutos. Juanfran foi lançado na ponta direita, deixou Ashley Cole na saudade com um belo corte e cruzou para Arda Turan, que concluiu de cabeça para fora. Aos 38, Diego Costa colocou na cabeça de Raúl García, que arrematou raspando o travessão.

A última boa chance foi de Diego Costa, aos 47 minutos. Gabi fez o chuveirinho, o brasileiro naturalizado espanhol cabeceou e Schwarzer, bem posicionado, pegou firme.

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