O Manchester City surpreendeu, e na temporada 2011/2012, levou o título da Premier League, conquista que não tinha desde a temporada 1967/1968. Diferentemente do time campeão há dois anos, hoje o elenco comandando pelo chileno Manuel Pellegrini conta com um brasileiro, o meia Fernandinho.

“A adaptação está sendo boa, quase seis meses de time e já me sinto em casa. O pessoal aqui me recebeu muito bem e, a cada dia que passa, tenho criado mais afinidade com todos, jogadores, diretores e funcionários”, disse o jogador em entrevista exclusiva ao Portal Virgula.

Cria do Atlético-PR, o jogador saiu com 20 anos do país para jogar no Shakhtar Donetsk, onde ganhou uma Liga Europa e seis campeonatos ucranianos, entre outras glórias, e foi contratado por € 40 milhões (cerca de R$ 128 milhões) na última janela de transferências de junho. Hoje com 28 anos, o brasileiro já conquistou seu espaço entre os titulares do time inglês.

Agora atuando em uma grande liga europeia, Fernandinho quer colocar no currículo a disputa da próxima Copa do Mundo. Mesmo recuado de sua posição original, tem feito boas apresentações ao lado do marfinense Yaya Touré, o outro volante da equipe, que pode sair mais para o ataque. A troca de posição nem é vista como problema e o sonho de jogar o Mundial está vivo.

“Tenho trabalhado aqui na Inglaterra visando uma chance na seleção também. Se o meu nome estiver na próxima convocação, serei o homem mais feliz do mundo”, comentou.

Em recentes entrevistas, o técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari, já deixou claro que trabalha com uma lista que tem somente 25 ou 26 jogadores, ou seja, a dúvida que resta a Felipão tirará somente três jogadores de sua cabeça. A esperança está aí do citizen esta aí, já que não fez parte das últimas convocações.

Mesmo que ele não seja um Cesar Azpilicueta, lateral do Chelsea que precisou fazer um vídeo para ajudar os ingleses a pronunciarem o seu sobrenome corretamente (relembre aqui), Fernandinho contou que sente nos ingleses uma certa dificuldade em falar o seu nome. Mas garante que nunca houve comparação com Ronaldinho Gaúcho, seja por causa do futebol ou do nome no diminutivo.

“Não teve nenhuma comparação com o Ronaldinho (risos). Aqui (na Inglaterra) sou chamado de Nando, Ferna, Dinho e Fernando. Os ingleses gostam de abreviar, então Fernandinho fica muito longo pra eles falarem”, respondeu.

Leia abaixo a entrevista na íntegra com Fernandinho, do Manchester City.

Virgula Esporte: Como está sendo a adaptação no clube e com os colegas?
Fernandinho: A adaptação está sendo boa, quase seis meses de time e já me sinto em casa. O pessoal aqui me recebeu muito bem e, a cada dia que passa, tenho criado mais afinidade com todos, jogadores, diretores e funcionários.

O Felipão falou que tem lista com 25 nomes para levar à Copa. Acha que está nessa lista?
Sinceramente não sei se meu nome está nessa lista. Tenho trabalhado aqui na Inglaterra visando uma chance na seleção também. Se o meu nome estiver na próxima convocação, serei o homem mais feliz do mundo.

Se não for para este Mundial, acha que terá sido sua última chance, já que em 2018 você terá 33 anos?
2018 tá longe ainda, até lá muita coisa pode acontecer. Meu foco está em 2014, todos os dias me preparo para estar entre os 23 que irão à Copa, a jornadeie chegar a oportunidade não deixarei escapar.

Fernandinho… já rolou aí alguma comparação com o Ronaldinho por causa do nome e futebol? Como você é chamado na Inglaterra?
Não teve nenhuma comparação com o Ronaldinho (risos). Aqui sou chamado de Nando, Ferna, Dinho e Fernando. Os ingleses gostam de abreviar, então Fernandinho fica muito longo pra eles falarem.

Na Premier League, vocês estão com 100% de aproveitamento em casa, mas, fora, são quatro derrotas, duas vitórias e um empate. O que está faltando para o time ter boas atuações também longe do Etihad Stadium?
Fora de casa está sendo o desafio nesse inicio de Premier League. Espero que nos próximos jogos já possamos mudar essas atuações fora de casa e começar a vencer. Queremos ganhar a Premier, então temos que jogar e vencer em qualquer campo.

O City perdeu em casa para o Bayern (3 a 1, pela Liga dos Campeões, dia 02 de outubro) num jogo em que os alemães não sentiram muita pressão. Psicologicamente estão preparados para jogar na próxima rodada lá na Allianz Arena (terça-feira, dia 10 de dezembro)?
Será um jogo difícil, assim como foi aqui em Manchester. Mas nosso time vai lutar pra conquistar a primeira posição. Queremos terminar em primeiro lugar no grupo.

Existe uma pressão dos cartolas e da torcida para que este ano o clube vá bem na Liga dos Campeões, visto as campanhas ruins feitas nas últimas duas temporadas neste torneio, quando o City caiu ainda na primeira fase?
Acho que essa pressão existia no inicio, agora já não tem tanto. O time já está garantido na segunda fase e superou as campanhas passadas. Inclusive se classificando pela primeira vez na história. Então as coisas estão indo de acordo com o que foi planejado. Devemos continuar trabalhando pra conquistar nossos objetivos.

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