A pausa na tabela do Campeonato Brasileiro e na Libertadores
por causa Copa das Confederações 2013 pode ser um alívio para o Atlético-MG, que
disputa os dois torneios ao mesmo tempo e sonha com seu primeiro título da
maior competição continental da América. Mas a história recente mostra que
alguns brasileiros se deram mal com a interrupção que, em tese, serviria para descansar,
colocar a equipe em ordem e voltar com gás total rumo aos títulos.

Em algumas das últimas edições da Copa do Mundo e da Copa
das Confederações, a perda do ritmo de competições foi um dos fatores cruciais
para a infelicidade na disputa da Libertadores para São Caetano, Cruzeiro e São
Paulo.

Veja abaixo:

São Caetano, em 2002

O Azulão tinha o bom time que era vice-campeão brasileiro de
2001 e que também viria a conseguir o mesmo feito na temporada de 2002. Só que
a síndrome do vice que acompanhava o técnico Jair Picerni, que tinha no time
nomes como o goleiro Silvio Luiz, os meias Claudecir, Magrão e Adãzinho, e, no
ataque, Adhemar e Somália, não resistiu aos paraguaios do Olimpia.

Surpreendentemente, em sua primeira disputa de torneio
internacional, o time do ABC paulista eliminou Universidad Católica (CHI),
Peñarol (URU) e América (MEX) e foi à final do maior torneio de clubes da
América. Aí veio o intervalo da Copa do Mundo 2002, na Coréia do Sul e no Japão.
Cinco semanas após as semifinais, o São Caetano até bateu o Olimpia em Assunção
(1 a 0). Porém, na finalíssima, perdeu a partida por 2 a 1 no Pacaembu, que foi
para os pênaltis, já que não havia quesito de gols fora. Nas cobranças, o
Azulão errou duas vezes, contra nenhuma do Olimpia, que foi tricampeão da
América.

Cruzeiro, em 2009

Embalado após eliminar os compatriotas São Paulo (quartas de
final) e Grêmio (semifinal), o time perdeu a toada que o fez também golear o
eterno rival Atlético na primeira partida da final do Campeonato Mineiro por 5
a 0 (viria a empatar o jogo de volta por 1 a 1 e ser campeão). Ainda assim,
conseguiu um empate em 0 a 0 no jogo de ida na Argentina, contra o Estudiantes.
Mas, no Mineirão, saiu na frente e viu os hermanos, comandados por Verón,
virarem o placar e darem a volta olímpica em seus domínios.

São Paulo, em 2010

O Tricolor vinha em ótima fase, jogando bem e com um time
unido também graças à difícil classificação nos pênaltis contra o
Universitario, do Peru, nos oitavas de final. Após dois empates em 0 a 0, o São
Paulo venceu só nos pênaltis. Depois, eliminou o bom time do Cruzeiro de forma
tranquila (duas vitórias por 2 a 0), dando o troco do ano anterior.

Então, veio a pausa para o Mundial da África do Sul. O atacante Fernandão, que vinha sendo um dos destaques do time, não deu a liga que o time
precisava e os paulistas foram mais uma vez vítima de seus algozes da final de 2006, o Internacional, mas dessa vez nas semifinais.

Como será o Atlético-MG em 2013?

O Galo mineiro já vem dando mostras de queda de desempenho
nos últimos jogos. Muito se deve ao desgaste de seus jogadores. Apesar de ter
começado a temporada somente em fevereiro, a equipe teve rendimento abaixo do
esperado e mostrou muito cansaço, tanto no jogo de ida, quanto no jogo de volta
contra os mexicanos do Tijuana, pelas quartas de final, quando se classificou com empates. 

No
Campeonato Brasileiro, a situação não é diferente e, em duas rodadas, perdeu no
Paraná para o Coritiba e empatou em casa com o São Paulo.

“O momento pelo qual passa o Atlético-MG é de desgaste dos atletas. Com essa parada, com uma semana de folga e duas de preparação física, totalmente voltada para a semifinal da Libertadores, espero que a equipe retome aquela forma de duas semanas atrás”, disse o preparador do Atlético, Carlinhos Neves, em matéria dessa segunda-feira (03) do site GloboEsporte.com.

Resta saber se o período sem jogos do Atlético – no
Campeonato Brasileiro (de 12 de junho a 6 de julho) e na Libertadores (30 de
maio a 03 de julho) – fará bem ou mal à entrosada equipe do técnico Cuca.

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