Momentos após ser apresentado como o novo técnico da Seleção Brasileira, Dunga fez algumas críticas à gestão anterior e também aos jogadores. Uma delas foi em direção à postura de alguns atletas, referindo-se genericamente ao boné que um ou outro atleta usou em coletivas.

“O foco maior tem que ser a Seleção. Quando der a entrevista, tem que ser com o boné da seleção, ou não dá. O Brasil tem que ter essa cara limpa, o marketing pela qualidade. As pessoas têm que falar do que eu faço dentro de campo e não do que eu faço fora. Os problemas que eu tenho de marketing, família, têm que ficar para antes ou depois. 30 dias não vão mudar nada”, afirmou o treinador, no último dia 27 de julho.

A “dura” foi entendida como sendo direta a Neymar, que usou tal peça em entrevistas coletivas durante a Copa do Mundo. Nela, via-se a logomarca da instituição do atacante do Barcelona.

Porém, Neymar ou não viu as declarações do novo chefe, ou não se atentou à foto que postou nesta terça-feira (19) no Instagram, justamente para comemorar a convocação feita por Dunga nesta manhã.

O camisa 10 da seleção postou justamente uma reprodução de uma foto em uma das coletivas de imprensa que participou durante a Copa do Mundo, escrevendo também a seguinte mensagem: “Muito feliz pela convocação e voltar a vestir a amarelinha! Vamo que vamo… Orgulho de ser brasileiro”.

Sobre a declaração de Dunga sobre peças não-oficiais da Seleção Brasileira, até Carlos Alberto Parreira, antigo assistente de Luiz Felipe Scolari no comando do time verde e amarelo, mostrou que a questão não era das mais importantes.

Neymar e Paulinho durante a Copa do Mundo (Crédito: Reprodução/Instagram)

“O combinado não sai caro, poderíamos ter combinado algo em relação a bonés e cortes de cabelo, mas a situação é mais complexa. Neymar realmente usou um boné, e eu nem sabia o que estava escrito ali. Mas, se ele tirasse o boné, o Brasil teria sido campeão do mundo?”, indagou o técnico do tetra.

A verdade é que não sabemos o que Neymar usará a partir de agora quando estiver defendendo a seleção. Ao que depender de Dunga, muito provavelmente, a prática não será estimulada. 

O técnico Dunga (Crédito: Mário Farache / Mowa Press)

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