A seleção brasileira masculina de vôlei chegou ao Brasil nesta terça-feira(02), com o título da Copa do Mundo, a conquista da única medalha de ouro que faltava ao voleibol brasileiro, além da vaga nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.

Na coletiva de imprensa em São Paulo estavam Bernardinho e os jogadores Ricardinho, Giovane, André Nascimento, Escadinha e André Heller. O restante dos jogadores ficou no exterior para se apresentar aos seus clubes.

Persistente e perfeccionista, Bernardinho elogiou a determinação do time ao longo da competição. "A palavra-chave desta conquista foi consistência. O time manteve um padrão de jogo o tempo inteiro. Jogamos 11 partidas, ganhamos todas e perdemos apenas quatro sets. E, nestes quatro sets, somente o que perdemos da a Itália não teve um placar muito equilibrado. Este grupo teve tenacidade", disse o treinador.

Com mais um título, o treinador sabe que o caminho até a esperada medalha de ouro nas Olimpíadas em 2004 é árduo. "Em Atenas quero ter os 12 melhores jogadores. Não sei se serão estes da Copa do Mundo. O grupo está aberto. Acho que este time tem 13 atletas, porque ainda temos o Henrique, que também participou efetivamente da preparação. Agora, para estar nas Olimpíadas cada um precisa crescer e buscar ainda
mais o seu aperfeiçoamento. Todos sabem que precisam melhorar", ressaltou Bernardinho.

<b>Giovane e Escadinha</b>

O Brasil teve dois jogadores entre os melhores da Copa do Mundo: Giovane foi o melhor atacante e Escadinha, o melhor líbero. Os jogadores receberam US$ 50 mil de prêmio cada um e dividiram com os seus companheiros.

Campeão olímpico em Barcelona-92, o ponteiro Giovane comemorou a conquista individual, mas disse que o título do campeonato foi mais valioso. "No começo da minha carreira queria ir para a seleção, consegui. Depois, ser o melhor jogador do mundo e também consegui, em 93. Mas aquele título não me acrescentou em nada. Os dias em que fui campeão olímpico e mundial e, agora, da Copa do Mundo foram muito mais importantes. Estas vitórias sim acrescentaram muita coisa à minha carreira", disse. "É impossível ser o melhor atacante sozinho jogando voleibol", completou.

Felicidade também não faltou ao líbero Escadinha que dividiu os méritos da premiação com seus companheiros. "Preferi muito mais ganhar o título ao prêmio individual. Estou muito otimista com um bom resultado nos Jogos Olímpicos. Tinha um sonho de chegar à seleção e o realizei. Agora, porque não sonhar com a medalha de ouro olímpica?", questionou o líbero.

<a href="http://www.virgula.com.br/esporte/phps/interna.php?id=1851" target="_self"><b><font color="#FFFFFF">Confira os números do vôlei brasileiro</font></b></a>

Sem mais artigos