Vai ter Copa Trifon Ivanov sim! Aproveitando o sucesso das duas primeiras edições jogadas em 2013 e nos primeiros meses deste ano, teremos outra, logo mais, no final de setembro. Desta vez serão seis equipes femininas (duas a mais que no torneio anterior) e dezesseis masculinas, para provar que não tem favorecimento.

O nome clássico do campeonato continua o mesmo, homenageando o zagueiro búlgaro que jogos as Copas de 1994 e 1998 desfilando sua raça e “inabilidade”, além de um raro espírito de grupo, tudo o que é necessário para entrar e se tornar parte desta família que, se joga apenas em um final de semana, guarda histórias especiais.

“Começou como uma proposta pequena de campeonato com churrasco, cresceu mais do que deveria e a gente tenta ao máximo preservar o espírito de confraternização. Não é fácil cuidar para que essas 300, 400 pessoas que aparecem se divirtam sem nenhum problema ou estresse”, explicou Felipe Portes, um dos organizadores, para o Virgula Esporte.

E é bem isso mesmo, já que apesar de ter prêmios individuais para melhor jogador, por exemplo, o que a Trifon Ivanov presa é o coleguismo, o jogo de equipe, e, claro, a zoeira.

Cartaz do torneio postado no Facebook (Crédito: Reprodução / Facebook)

Entusiasta de tudo isso que lembramos acima, a assessora de imprensa Dimayma Belloni acompanhou e ajudou na primeira edição, quando não existiam times femininos. Ela foi uma das responsáveis pela entrada das mulheres por lá, que começaram a disputar já

“As meninas começaram a se empolgar, se interessaram e pediram pra jogar e, quando fui assistir à primeira edição, nunca tinha jogado futebol. Eu era nerd na época da escola e não jogava. Só que, justamente por ser um campeonato focado na brincadeira, pensei em entrar, ainda mais pelo nível dos meninos”, brincou a jornalista.

Segundo a visão de Dimayma, as meninas levaram a disputa um pouco mais a sério, justamente para não precisarem ouvir brincadeiras desnecessárias.

Lance da segunda Copa Trifon Ivanov II (Crédito: Bruno P. da Silva)

“As meninas começaram a marcar treino, estavam mais engajadas que os meninos e eu fui. Cheguei avisando que nunca tinha jogado bola e era possível que tropeçasse na bola e caísse, mas todo mundo me disse pra ficar tranquila. Então, todo as meninas se encontraram, independentemente do nível do futebol, e a gente se deu muito bem. Teve uma coisa do grupo do futebol dos meninos que achava q a gente não jogaria nada, mas a gente tinha é vontade de ganhar. Ninguém entra em campo pra perder!”, disse.

A atitude acabou se tornando importante para o crescimento e, apesar de seis times terem sido montados para elas, tinha a possibilidade de se criar até mais dois. Mas, assim como acontece com os caras, a ideia principal é manter tudo na amizade e trazer somente pessoas indicadas e amigos de amigos. Só então abrir espaço para pessoas de fora. O foco é que o clima de brincadeira sempre seja continuado.

“Pra mim, é mais do que um torneio em que você tenta ganhar. É um momento – um dia, na verdade -, em que você passa com os amigos sem se preocupar e ocasionalmente jogando”, falou para nós Pedro Cuenca, que vai “jogar” na Trifon pela segunda vez, isso porque também, caso queiram, os jogadores podem ficar só no churrasco e na cerveja, mergulhados na camaradagem que toma conta do local.

“Jogar a Trifon é cornetar, ser cornetado e fazer amigo”, resumiu outro entusiasta, Guilherme Lopes, que marcará presença na terceira edição consecutiva.

“Cornetagem” na placa fazia alusão à pichação feita no muro do Corinthians, na época da Copa Trifon Ivanov II (Crédito: Maurício Matsueda)

Comentando que foi “se soltando” aos poucos no meio do pessoal, Guilherme contou ainda que fez amizades fora das quadras com outros jogadores e, para a edição a ser jogada, já fez até promessa: “Essa com certeza vai ser a Trifon que eu vou mais cornetar, ate porque vou estar mais à vontade para zoar pessoas que eu conheço”.

O mídias sociais aqui do Virgula, Ciro Hamen, é outro que marcará presença na terceira edição consecutiva. Goleiro de origem, nem sempre ele se mostra atento a todas as regras (sim, tem regras!), mas o principal, para ele, é a zoeira.

“Pra mim é, acima de tudo, uma grande oportunidade de estar reunido com muitos amigos, bebendo e celebrando. A competição em si fica em segundo plano”, brincou ele que não teve vergonha de dizer que não sabia de todas as regras (assista abaixo).

“Nós não temos nenhuma exigência não. Acho que o maior ‘antiquesito’ é não ser bom. Se você joga muito no seu bairro ou com seus colegas, talvez você não seja o atleta médio da Trifon. Somos todos ruins, essencialmente, e isso que torna a competição divertida. Ninguém lá está preocupado em dar um show ou fazer tudo pela conquista. O que pedimos sempre é lealdade e calma, pra que o clima de bagunça não seja confundido com ‘terra sem lei’. Somos todos amigos e é isso que deve ficar acima de tudo quando jogamos. No mais, a gente passa bebendo e rindo e o dia é sempre incrível”, finalizou o organizador Felipe Portes.

Quem quiser assistir à Copa Trifon Ivanov III, basta ir até o Playball Pompeia, que fica na Avenida Nicholas Boer, 66, bem ali Vila Pompeia, em São Paulo. Basta chegar cedo e procurar o pessoal mais animado do local. Se você deseja jogar a próxima edição, a oportunidade para conhecer o pessoal é esta. O dia marcado é o próximo 27 de setembro.

E a galera vibra (Crédito: Paulo Afonso)

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