A nova fórmula do Campeonato Brasileiro ainda gera polêmica e divide o público quanto à sua eficiência. E olha que estamos a seis rodadas do final. Alguns especialistas consideram mais justa a competição por pontos corridos. Torcedores, por sua vez, sentem a falta da emoção garantida no “mata-mata”. Até diretores de emissoras de televisão se manifestam a respeito, quase unânimes nas críticas à novidade. Falência dos clubes e fracasso de público são as conseqüências negativas mais discutidas. E de fato, pelo menos por enquanto, é exatamente o que acontece. Estádios cada vez mais vazios e cartolas fazendo malabarismo para quitar dívidas. Aliás, para circo só falta a lona, pois as palhaçadas são inúmeras, principalmente no que se refere às brigas por pontos no tapetão. Ressalvas à parte, o interessante é que a fórmula dá certo em outros países. Na Europa, por exemplo, o campeonato por pontos corridos é aceito e eficaz. A explicação é simples: diferença cultural. No Brasil, somente o campeão é valorizado. Em outros lugares do mundo, os clubes alcançam destaque e respeito pela campanha, não apenas quando carregam a taça. Mesmo com tantas divergências, a fórmula será mantida em 2004. E para quem pensa que a decisão provém de um simples acordo entre os clubes, engana-se. O fato é que, de acordo com o artigo 9º do Estatuto do Torcedor, não é permitida qualquer alteração no regulamento da competição, desde sua divulgação definitiva, antes de completar dois anos de vigência. Mas claro, quando o famoso jeitinho brasileiro entra em campo, quase tudo é possível, inclusive driblar leis e regulamentos. Independente das regras, cá entre nós, é indiscutível que um campeonato mais justo dá o título ao time de melhor desempenho e regularidade na maior parte do campeonato, não apenas nas últimas rodadas. Ou alguém tem coragem de contestar o mérito do Cruzeiro em ostentar a faixa de Campeão Brasileiro de 2003?

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