<br>O futebol português tende a ser menosprezado quando comparado a outros centros europeus. Afinal não há como colocar os lusos no mesmo patamar de Itália, Alemanha, Inglaterra e França – vencedores de Copas do Mundo -; e mesmo num segundo escalão é unanimidade que a Espanha tem uma liga de clubes muito mais forte e a Holanda revela mais craques.

Para diminuir ainda mais o prestígio português, a seleção nacional perdeu em casa uma final de Eurocopa para a Grécia, numa oportunidade única de conquistar uma taça mais importante do que o bicampeonato Mundial Sub-20 de 1989 e 1991, ainda os maiores títulos de sua história.

Em torneios de clubes, as conquistas européias do Benfica nos anos 60 são lembradas como algo muito distante de se repetir; e os títulos Mundiais do Porto em 87 e 2004 soam como zebras de poucos méritos, que ocorreram, sobretudo, por conta de vacilos das verdadeiras grandes forças do continente.

Fica mais fácil creditar o sucesso daquele time de José Mourinho à retranca, já que equipes como o favoritíssimo Manchester United foram incapazes de vencê-lo. A final de Mundial entre Porto x Once Caldas será sempre lembrada num tom meio ridicularizador, como se os dois times não tivessem feito por merecer aquele momento.

Sendo assim, por que tanto orgulho do povo português com o seu futebol? Fracassos incríveis como a derrota do Sporting em seu estádio para o CSKA Moscou na final da Copa da Uefa 2005 e a eliminação da seleção na primeira fase da Copa do Mundo 2002 são tão fortes que chegam a incomodar a memória de conquistas como as da mesma taça da UEFA, pelo Porto, em 2003, e o 3° lugar na Copa do Mundo de 1966.

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<a target=_blank href=http://www.virgula.com.br/esporte/novo/nota.php?ID=25164>PARTE II – Brasil e Portugal: uma relação de pena?</a>

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