O racismo é um “grande problema” do futebol da Inglaterra apesar da situação ter melhorado nos últimos anos, segundo um relatório de um comitê parlamentar divulgado nesta quarta-feira (19).

Os deputados do Comitê de Cultura, Meios de Comunicação e Esporte expressaram sua preocupação pelos últimos incidentes de natureza racista e afirmam que a Football Association (FA) deve fazer um esforço para superar o problema.

Em dezembro do ano passado, o jogador do Liverpool Luis Suárez foi multado em 40 mil libras e recebeu uma sanção da FA que o impediu jogar oito partidas por uma atitude racista contra Patrice Evra, do Manchester United. Em julho, o ex-capitão da seleção inglesa John Terry foi absolvido de racismo contra seu companheiro Anton Ferdinand.

No relatório, o comitê afirmou que o comportamento dos torcedores e o ambiente nos jogos de futebol “mudou consideravelmente” desde os anos 70 e 80, “quando o racismo e outras formas de abusos eram frequentes”.

Várias campanhas realizadas no Reino Unido ajudaram a melhorar esta situação, embora o presidente do comitê, John Whittingdale, tenha afirmado que ainda há problemas.

“Apesar do nível geral ser positivo, há muito o que se pode e o que se deve fazer”, destacou o relatório parlamentar. “Achamos que é a FA que deve tomar a iniciativa”, acrescentou o texto.

Em resposta a este documento, a FA, o Campeonato Inglês e a Liga de Futebol (segunda divisão) admitiram em comunicado conjunto divulgado hoje a necessidade de enfrentar o problema do racismo.

“Estamos de acordo com o comitê, que apesar dos progressos para impulsionar a igualdade e combater a discriminação, ainda há desafios para todas as autoridades do futebol”, ressaltou a nota, na qual as três organizações manifestaram seu compromisso de seguir trabalhando neste objetivo.

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