Bicampeã mundial sub-17 e com um título também na categoria sub-20, Gana participou de sua primeira Copa do Mundo somente em 2006. Há décadas colocada ao lado das maiores forças da África, o país vem ao seu terceiro Mundial consecutivo e espera finalmente deixar o estigma de promessa para trás.

Se não tem tanta experiência na história das Copas, nas duas que participou não fez feio. As Estrelas Negras sempre passaram da primeira fase, tendo caído em ambas as vezes em grupos difíceis – com Itália, República Tcheca e Estados Unidos, em 2006, e Alemanha, Austrália e Sérvia, em 2010.

Na Copa da Alemanha, caiu nas oitavas de final com uma derrota por 3 a 0 para a Seleção Brasileira. Já no último torneio, caiu somente nas quartas, após eliminar os americanos e perder nos pênaltis um jogo incrível para o Uruguai.

O time, hoje treinado por James Appiah, tem valores individuais que podem aprontar novamente na Copa, como os experientes Kevin-Prince Boateng, Asamoah Gyan, Sulley Muntari e, principalmente, Michael Essien. Christian Atsu e Wakaso Mubarak são os jovens que podem surpreender.

A equipe, porém, não teve muita facilidade para se classificar. Se não encontrou problemas para vencer Lesoto e Sudão, a Zâmbia deu bastante trabalho no grupo. Contra os campeões africanos de 2011, os ganeses foram derrotados e campo adversário e só garantiram a classificação para fase final na última rodada, ganhando dos zambianos por um difícil 2 a 1. Na fase final, a história foi outra e, em casa, goleou os sempre fortes egípcios por 6 a 1, ficando tranquilo no jogo da volta, que acabou perdendo por 2 a 1, mas a vaga ficou garantida.

Na Copa do ano que vem, Gana reencontrará dois adversários dos últimos mundiais no Grupo G. Além da Alemanha (seleção contra a qual perdeu por 1 a 0 em 2010), pega novamente os Estados Unidos. Aparentemente, os americanos dão sorte para os africanos. Em 2006 e 2010, duas vitórias por 2 a 1, sendo que a última delas foi na prorrogação (gol de Asamoah Gyan). O terceiro oponente será Portugal.

Portanto, fica a questão: dada a força mostrada nos dois últimos mundiais e a fama de seleção forte, será que Gana vai ainda mais longe em 2014?

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