O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou na última terça-feira (14) que pesa sobre seus ombros uma grande pressão para que o Estado intervenha no futebol local que, segundo sua opinião, requer uma “dura mudança” para melhorar.

Em um encontro com a imprensa esportiva para avaliar a passagem do rali Dacar pela Bolívia, o presidente comentou as tais pressões. “O futebol é nossa fraqueza por enquanto, é preciso superá-la. Nem imaginam os senhores a pressão que sofro para intervir no futebol boliviano”, disse o líder.

Morales reiterou suas críticas a alguns diretores que não identificou, mas que, segundo ele, “já são eternos dirigentes” e com esta atitude “só estão prejudicando”. O presidente também voltou a questionar que o futebol seja gerenciado de três estruturas (a Liga, a associação e a federação) e considerou que estas se mantêm “pela ambição” daqueles dirigentes que somente buscam “viver do esporte”.

Evo propôs um debate para o futuro. “É preciso fazer uma dura mudança. Em que consiste essa mudança? Queremos debater um dia. Que os dirigentes sejam responsáveis, não podemos continuar como estamos no futebol, em penúltimos na classificação para o Mundial”, opinou Morales.

O presidente acrescentou que deveria haver “uma só direção para melhorar o esporte” e sugeriu aos dirigentes olhar mais para as áreas rurais para encontrar bons jogadores. Nas últimas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2014, a Bolívia terminou em penúltimo lugar com 12 pontos em 16 partidas.

Após esses resultados, Morales, que não esconde sua paixão pelo futebol, disse que os atuais dirigentes deveriam afastar-se de seus cargos na federação e reconhecer que falharam na condução do futebol nacional.

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