Ele só tem 28 anos, mas já acumulou títulos e mais de U$ 802 mil dólares em prêmios. Campeão antecipado em 2002 do “Professional Bull Riders” (PBR), um dos mais importantes campeonatos de rodeio do mundo inteiro, Ednei Caminhas está no Brasil para a 49ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, maior festa de rodeio da América Latina, que acontece esse ano de 19 a 29 de agosto, e conversou em primeira mão com o Virgula. O peão falou sobre sua vinda ao Brasil, sobre o início da carreira e contou como se prepara quando vai enfrentar um touro.

<b>Virgula</b> Como e quando você começou a montar em touros?

<b>Ednei Caminhas</b> Foi com 17 anos. Sempre fui criado em fazenda. Comecei montando em bezerro pequeno. Até que um dia, me inscrevi como amador para disputar um rodeio em Indaiatuba e mesmo sem esporas e os demais materiais necessários, fiquei em segundo lugar. Com o dinheiro do prêmio comprei os equipamentos de segurança e me inscrevi em um campeonato profissional, mas não fui bem. Passei seis meses treinando e participei de meu segundo rodeio como profissional em Sumaré, onde me sagrei campeão. Com isso me senti confiante para me dedicar mais às montarias. Em 1995, ganhei 17 motos de premiação. Em 1997, em Mato Grosso ganhei nove carros. Me destaquei e fui convidado a participar de um rodeio nos Estados Unidos em 2000. Fiquei em terceiro lugar mesmo entrando no evento quando ele já estava na 11ª etapa. Isso tudo me abriu portas lá e aqui.

<b>Virgula</b> Como foi ganhar o Campeonato Mundial, nos Estados Unidos (PBR)?

<b>Ednei Caminhas</b> Foi ótimo. Em 2002, liderei desde a primeira etapa e quando o campeonato estava na 28ª ganhei o evento antecipadamente. Até hoje, na história do PBR não houve nenhum outro campeão antecipado.

<b>Virgula</b> O que representa hoje um evento como Barretos?

<b>Ednei Caminhas</b>Ganhar Barretos é o sonho de qualquer peão. Dessa vez não vou competir, farei apenas o desafio, mas mesmo assim trouxe três americanos para disputar. Hoje, o evento já é conhecido no Brasil e no mundo. Do Brasil é o melhor campeonato de rodeio.

<b>Virgula</b> Você gosta de desafiar touros. Já desafiou o touro Dillinger, um dos touros mais temidos das arenas norte-americanas, e agora tem mais um desafio, o animal Bandido, no último dia da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. A preparação para um desafio é diferente da preparação para uma competição?

<b>Ednei Caminhas</b> Muito. Nos EUA os desafios acontecem entre o touro e o peão que tiver a melhor nota da etapa. No caso de Dillinger fui por quatro vezes o competidor com melhor nota nas etapas e o desafiei quatro vezes. Nas quatro consegui parar o animal. No Brasil será diferente. Não vou competir, farei apenas o desafio, e na minha opinião um desafio mais difícil que o contra o touro americano. Isso porque aqui no Brasil existe muita cobrança, tem mais pressão, querem ver se sou tão bom aqui quanto lá fora. Sem falar que acho o Bandido o animal mais duro (se referindo a animais que saltam muito) do mundo.

<b>Virgula</b> Você acredita que depois da regularização do rodeio em esporte os eventos do gênero terão mais força assim como é hoje nos Estados Unidos? O que falta para o esporte crescer no Brasil?

<b>Ednei Caminhas</b> Com certeza terá mais força. Com emissoras de televisão como a Rede Globo passando desafios e flashes da competição na televisão o esporte se popularizou mais. Falta um canal de televisão que faça a cobertura completa do evento como acontece nos Estados Unidos. Me parece que a Globo vai transmitir esse ano ( a assessoria da emissora informou ao Virgula que eles detêm os direitos de transmissão, mas que ainda não foi definido se a transmissão do evento será ampliada ou se continuará apenas mostrando flashes, como já acontece).

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