Quem se arriscou a prever para breve a saída Roger Federer do top 10 do ranking da ATP deve ter se arrependido ao assistir à exibição do ex-número 1 do mundo neste sábado: impecável, o suíço venceu Novak Djokovic por 2 sets a 0, com parciais de 7-5 e 6-2, e garantiu vaga na final do Masters 1.000 de Monte Carlo.

Na decisão, Federer vai enfrentar o compatriota Stanislas Wawrinka – que mais cedo derrotou o espanhol David Ferrer por 6-1 e 7-6(3) – e terá mais uma oportunidade de conquistar um dos raros torneios de elite dos quais jamais foi campeão. Nas três vezes em que chegou à final (2006, 2007 e 2008), perdeu para Rafael Nadal.

Com dores no punho direito, Djokovic vendeu caro o primeiro set, conseguindo resistir ao bom jogo do suíço, mas desmoronou após perder a parcial e sofreu sua segunda derrota para Federer nesta temporada – a outra foi em nas semifinais em Dubai. O sérvio também venceu um confronto direto em 2014, na final de Indian Wells.

A decisão de amanhã será a 15ª partida entre Federer e Wawrinka, companheiros de equipe suíça na Copa Davis. O retrospecto é amplamente favorável ao primeiro, que só perdeu um jogo. Por outro lado, essa “exceção à regra” aconteceu justamente em Monte Carlo, nas oitavas de final da edição de 2009. Os dois não se enfrentam desde o Masters 1.000 de Indian Wells, no ano passado, quando Federer ganhou por 6-3, 6-7(4) e 7-5.

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