A Copa do Mundo de 2022 não será realizada nos meses de junho e julho devido às altas temperaturas no país sede, o Catar, mas “provavelmente” começará em novembro e pode ter a final disputada em janeiro de 2023, declarou nesta quarta-feira (08) o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

“Acredito que (a Copa) será disputada entre 15 de novembro e 15 de janeiro, como prazo máximo”, declarou o dirigente em entrevista concedida à emissora de rádio France Info.

A Fifa fez no final de 2013 uma consulta a vários agentes de futebol sobre a possibilidade de realizar a principal competição de seleções no inverno do hemisfério norte, já que as temperaturas no Catar, no verão, podem chegar a 50 graus centígrados, e organizações ambientalistas se opõem à climatização dos estádios.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, já tinha se mostrado propício à realização da Copa no inverno, entre novembro e dezembro de 2022, mas ainda não tomou uma decisão definitiva.

“Temos que discutir com todas as partes, porque a mudança de datas do verão para o inverno significaria a mudança do mapa da temporada de futebol no mundo todo”, declarou Blatter em novembro do ano passado em Abu Dhabi.

Por sua vez, o secretário-geral do comitê de organização da Copa do Mundo de 2022, Hassan al-Thawadi, garantiu no mesmo mês que o Catar está disposto a sediar a competição seja no inverno ou no verão e que aceitará a decisão que a Fifa tomar.

A polêmica sobre as altas temperaturas no verão no Catar se soma a outras sobre a escolha do país como sede, como a acusação da revista France Football de uma suposta “compra” da oportunidade de organizar a competição ou as acusações de que os imigrantes que constroem os estádios e outras infraestruturas trabalham em regime de “semiescravidão”.

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