Um dos principais nomes da seleção “reserva” de vôlei do Brasil no Pan-Americano de Guadalajara, o levantador Bruninho não quer saber de outro resultado que não seja a medalha de ouro no México.

“Pessoalmente eu penso sempre em vencer a próxima competição. E representando o Brasil minha motivação cresce ainda mais”, afirmou Bruninho.

No Pan-Americano de 2007, a presença do levantador na seleção brasileira foi muito questionada, pois Bernardinho, pai do atleta, decidiu levá-lo para vaga de Ricardinho, na época, um dos melhores na posição. Apesar de todo questionamento, Bruninho aproveitou a chance e nunca mais deixou o grupo principal.

Em entrevista exclusiva ao Portal Virgula, no “Especial Pan”, o levantador da seleção brasileira comentou, entre outras coisas, sobre a preparação da equipe B do Brasil para o torneio, comentou mudanças em sua carreira de 2007 para agora e elegeu Cuba como principal adversário na busca pelo ouro.

Portal Virgula: Como está a preparação da equipe brasileira para o Pan?

Bruninho: Começamos a treinar com a equipe que vai para o Pan nesta semana. A maioria já se conhecia e estamos treinando firme para nos entrosarmos o mais rápido possível.

PV: Qual é sua expectativa para a competição? Acha que o Brasil é franco favorito?

Bruninho: O Brasil irá forte, mas não acho que sejamos. Acredito que somos um dos favoritos, mas a equipe cubana estará completa e certamente será outro grande candidato ao título.

PV: Quem você vê como principal adversário na competição?

Bruninho: Vejo Cuba, pois eles estão se preparando há um bom tempo e têm uma equipe muito qualificada.

PV: Sabemos que para muitas modalidades, como o futebol, o Pan não tem um significado muito grande. Para outras, é uma grande vitrine. Como você vê a situação do vôlei no Pan-Americano visto que a modalidade é vencedora de competições maiores?

Bruninho: Nós sempre queremos representar bem nosso país e vencer. Porém, exclusivamente neste ano, o Pan ficou muito próximo da Copa do Mundo, que é o evento que classifica para as Olimpíadas, e por esse motivo não iremos com a força máxima. Mas, mesmo assim, iremos com tudo e os jogadores que estarão lá farão de tudo para trazer o ouro.

PV: Qual é a motivação pessoal para a disputa do Pan-Americano?

Bruninho: Pessoalmente, eu penso sempre em vencer a próxima competição. E representando o Brasil, minha motivação cresce ainda mais.

PV: Como lidar com a pressão do favoritismo?

Bruninho: Trabalhando sem jamais se acomodar e pensando que sempre podemos melhorar. Isso faz com que todos não liguem para o favoritismo e saibam que estamos sempre bem preparados sem sofrer essa pressão.

PV: O que esse grupo vai precisar para chegar ao ouro?

Bruninho: Trabalhando firme e totalmente concentrados. Temos pouco tempo de trabalho e por isso a concentração tem que ser dobrada para atingirmos o nosso melhor entrosamento o mais rápido possível.

PV: Acha que a maratona de jogos da seleção brasileira pode atrapalhar?

Bruninho: Não. Temos um grupo em que todos os atletas poderão jogar, e isso ajuda muito numa competição com partidas quase todos os dias.

PV: Você lembra de alguma história engraçada do Pan-Americano de 2007?

Bruninho: Lembro que uma forma para relaxarmos antes das partidas era sempre jogando Truco dentro do ônibus, no caminho pro Maracanãzinho. A gente chegava ao ginásio em um clima bem bacana para o jogo.

PV: O que vocês fazem para se divertir durante o período de concentração na Vila? É possível dar uma saída para conhecer lugares ou a noite dos lugares?

Bruninho: Não. Durante o campeonato ficamos sempre na Vila jogando baralho. É muito difícil dar tempo de sair da Vila.

PV: Você foi muito questionado por ser o “filho do treinador” no último Pan. O que você vê que mudou na sua carreira daquela época para hoje?

Bruninho: Acredito que amadureci muito e o que conquistei nesse tempo fez com que as pessoas começassem a respeitar mais e pudessem conhecer o meu trabalho.

"Filho do técnico" em 2007, Bruninho quer repetir ouro no Pan e elege Cuba como principal rival

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